Alimentação em Foco Menu
A obesidade já custa 2,4% do PIB brasileiro

Compartilhar com Facebook Compartilhar com Twitter Compartilhar com Google+ Compartilhar com LinkedIn Compartilhar com Pinterest

A obesidade já custa 2,4% do PIB brasileiro


Se antes a obesidade era tratada apenas dentro dos limites da área de saúde, atualmente é cada vez maior a necessidade de discuti-la de maneira ampla. O alerta geral foi reforçado pelo estudo divulgado pelo Instituto Global McKinsey, que destaca: cerca de 30% da população mundial – 2,1 bilhões de pessoas – está com sobrepeso ou obesidade.

Com foco nos aspectos econômicos, o relatório da consultoria apontou que a obesidade provoca um impacto de 2,8 pontos porcentuais no Produto Interno Bruto (PIB) global. O custo global da obesidade atingiu US$ 2 trilhões ao ano. A marca se aproxima ao custo gerado pelo tabagismo ou em decorrência de conflitos armados como guerras e terrorismo.

Além do impacto no setor de saúde pública, os custos se distribuem na economia. Como explica a doutora Olga Amancio, Nutricionista e Presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban), a obesidade pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo II, hipertensão, problemas cardiovasculares e respiratórios. Complicações com consequência direta sobre a economia já que, ao provocar doenças, a obesidade gera impactos diretos na produtividade.

De olho no futuro

Ainda segundo o estudo, a obesidade custa ao Brasil 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivaleria a R$ 110 bilhões, considerando o PIB brasileiro em 2013 (R$ 4,8 trilhões).

Na lista dos problemas de saúde que mais pesam na economia do país, a obesidade ocupa o terceiro posto do ranking, atrás das mortes violentas e do alcoolismo, mas na frente do tabagismo.

Diante deste cenário, o futuro desenhado para 2030 é de cerca de 50% da população mundial classificada como obesa, um percentual que o Brasil compartilha. “Atualmente, a obesidade atinge homens e mulheres de todas as classes sociais e faixas etárias”, afirma Olga.

Para reverter a situação, o relatório destaca medidas como programas de controle de peso e de exercícios no ambiente de trabalho. Para a presidente da Sban, a principal dificuldade tem a ver com a mudança no estilo de vida e o desejo de rapidez: “As pessoas precisam lembrar que o ganho de peso foi gradual e não da noite para o dia, assim a perda de peso também deve ser gradual, dando tempo para que o organismo se adapte”.




O que você procura?





fechar

Obrigado!


Seu cadastro foi realizado com sucesso.



fechar
Loading