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Alimentos regionais brasileiros pouco conhecidos

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Alimentos regionais brasileiros pouco conhecidos


Dentro dos seus quase 8,6 milhões km² de extensão territorial, o Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta. Graças à variação climática que o país apresenta, é possível abrigar os mais diferentes seres vivos. E tratando especificamente da flora, encontramos grande variedade de alimentos regionais que, muitas vezes, não são conhecidos em outros lugares do país.

Alimento regional como símbolo cultural

As influências estrangeiras estão refletidas na população e também na culinária brasileira. Tradições africanas, japonesas, italianas, espanholas, portuguesas, francesas, libanesas, entre outras, são facilmente encontradas no prato, muitas vezes ao lado de alimentos típicos do Brasil.

Esses alimentos regionais, que fazem parte da identidade de cada lugar, muitas vezes continuam desconhecidos pela falta de acesso, mas também podem ter sido esquecidos e desvalorizados pela população.

A valorização dos alimentos regionais vai além de apenas uma manifestação cultural, mas também trata sobre decisões saudáveis para o consumidor e para o meio ambiente.

Veja alguns alimentos típicos de cada região do Brasil e os benefícios que eles proporcionam:

REGIÃO NORTE

Abiu

É consumida in natura ou como geleia, sendo fonte de fibras, fósforo e de vitaminas A, B e C, o que torna o alimento rico em antioxidantes.

Jacatupé

Possui raízes ricas em proteína e carboidratos, sendo mais consumidas dentro de comunidades indígenas. A raiz pode ser ingerida crua, cozida ou como farinha.

Jambu

Suas folhas e talos são usados em cozidos, sopas, por exemplo. É fonte de cálcio e antioxidantes e tem sabor marcante devido à espilantina, substância concentrada nas folhas e flores que causa sensação anestésica e salivação.

 

REGIÃO NORDESTE

Cajarana

É uma fruta de tom amarelado, casca dura e sabor pouco ácido, sendo similar ao gosto do cajá. É fonte de cálcio, vitamina A e carboidratos. É usada para produzir sucos e doces.

Ciriguela

Fonte de carboidratos, fósforo, cálcio, ferro e vitaminas A, B E C, é um fruto consumido in natura ou utilizado no preparo de sucos, geleias, sorvetes, bebidas fermentadas e até vinho.

Guandu

Os grãos verdes podem substituir a ervilha em pratos com mexidos, carne ou farofas, enquanto os secos são consumidos como o feijão. É fonte de fósforo, carboidratos, ferro, fibras e vitaminas B e C.

 

REGIÃO CENTRO-OESTE

Baru

Abriga uma amêndoa rica em proteínas, cálcio, fibras, fósforo e manganês. O óleo derivado do baru tem alto teor de ácido linoleico[5], associado à diminuição da incidência de tumores e a ajudar no emagrecimento. Sua polpa é consumida in natura, como geleia ou licor.

Guabiroba

Originária do Cerrado, é uma fruta rica em ferro e vitamina C. É consumido in natura, em sucos, geleias, doces ou usados na fabricação de licores e vinhos. Suas cascas e folhas são consideradas medicinais e benéficas para combater diarreias.

Lobeira

Utilizada como planta medicinal, a lobeira tem propriedades que ajudam no tratamento de gripes e resfriados, hepatite e asma. Os frutos são verdes, com polpa amarela e suculenta, que devem ser consumidos com moderação, pois pode causar distúrbios digestivos.

 

REGIÃO SUDESTE

Beldroega

Ela tem o nascimento espontâneo. Suas folhas são ricas em magnésio, cálcio, zinco e proteínas. São consumidas em saladas, refogadas ou cozidas[6]. Também é usada como planta medicinal.

Ora-pro-nóbis

É fonte de cálcio, fósforo, vitaminas A, B e C e muito comum na região de Minas Gerais, que sedia, na cidade de Sabará, o Festival Ora-pro-Nóbis[7]. Compõe diversos pratos salgados e pesquisas sugerem que o alimento possui ação cicatrizante e anti-inflamatória[8] e que pode auxiliar no combate ao câncer[9].

Sapucaia

Seu fruto é arredondado, castanho e possui casca rígida e espessa, que protege – quando maduro – castanhas comestíveis. Fontes de proteínas, fibras e carboidratos, as sementes são consumidas cruas, assadas ou cozidas.

 

REGIÃO SUL

Gila

Também conhecida como abóbora-gila, é uma hortaliça versátil: a polpa do fruto maduro é usada para fazer doces e também como salada e recheio de lasanhas e empadas. É fonte de carboidratos e fibras.

Feijoa

Muitos por aqui podem não conhecer, mas a feijoa, ou goiaba-do-mato, é muito famosa na Nova Zelândia[10]. Seu sabor pode ser descrito como uma mistura entre goiaba, banana, morango e abacaxi. É fonte de ferro, fósforo, fibras, e vitaminas B e C.

Tomate-de-árvore

É um fruto de polpa suculenta, usado para produzir sucos, doces e geleias quando maduro. Podemos encontrar nele fibras, carboidratos e proteína.

 

Você já conhecia alguns dos alimentos regionais citados acima?

Saiba que a diversidade é tanta que apenas alguns foram separados para integrar essa lista e existem muitos outros a serem descobertos por você!

 

Mais informações em:

Alimentos regionais brasileiros / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015. Disponível em:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentos_regionais_brasileiros_2ed.pdf




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