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Brasil tem grande oportunidade para contribuir com a erradicação da fome no mundo, afirma representante da FAO

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Brasil tem grande oportunidade para contribuir com a erradicação da fome no mundo, afirma representante da FAO


Para atender uma população que deve chegar a 9,7 bilhões de pessoas em 2050, a produção de alimentos deverá ser ampliada em até 80%. Para tal, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) conta com o Brasil. O país deve se tornar maior exportador de alimentos do mundo já na próxima década, e suas experiências exitosas devem contribuir fortemente com a erradicação da fome no mundo. É o que afirma o relatório Perspectivas Agrícolas: Desafios para a Agricultura Brasileira 2015-2024.

“Precisaremos ampliar a produção de grãos, verduras, frutas e hortaliças. O Brasil tem condições climáticas únicas e pode produzir três colheitas por ano, tem terras e, sobretudo, muito conhecimento para uma alta produtividade”, explica Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil. A organização aposta também nas novas tecnologias e nos estudos sobre agricultura, desenvolvidos por aqui, tantos pelos produtores, quanto institutos de pesquisa e pela Embrapa. “A ideia é que o país não exporte apenas alimentos, mas também conhecimentos para países da África e América Central”.

Produção sustentável

2015 foi eleito pela ONU o Ano Internacional dos Solos. O Brasil possui entre 20 e 40 milhões de hectares de áreas de pastagens em algum estágio de degradação, com baixa produtividade. Nesse contexto, o planejamento de uso da terra e a adoção de tecnologias voltadas à conservação de solos e adaptadas à realidade local, podem prevenir e reverter os impactos negativos.

Para Bojanic, a produção de alimentos sem a preocupação com a sustentabilidade é praticamente inviável. “Precisamos aplicar tecnologias amigáveis, que não contaminem ou degradem o solo, além de promover o uso responsável de pesticidas, o manejo sustentável de recursos naturais e uso eficiente de água, principalmente na irrigação. São muitos os requisitos para uma produção sustentável e é preciso olhar não só para o ponto de vista ambiental como para a sustentabilidade social, com condições dignas de trabalho e rentabilidade. Não é uma equação fácil”.

Uma das apostas é agricultura familiar que, segundo o relatório, representa mais de 80% das unidades de produção de arroz, feijão, frutas e verduras no país. A ideia é que sigam em uma rota de expansão com condições ambientalmente amigáveis, capacitações e treinamentos.

Desperdício

O Brasil tem altos níveis de perdas pós-colheita em cultivos de frutas, hortaliças e grãos (cerca de 30%), o que o coloca entre os 10 países que mais desperdiçam comida no mundo, de acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Atualmente, garantir a segurança alimentar da população mundial é um dos principais desafios globais. Segundo a FAO, um terço dos alimentos produzidos para consumo humano (cerca de 1,7 bilhões de toneladas) é perdido ou desperdiçado em todo o mundo.

Metas

O desafio imposto pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável é grande: erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável até 2030. “O tempo é curto, já que temos quase um bilhão de pessoas na pobreza e 800 milhões de pessoas em insegurança alimentar”. A aposta da organização é na cooperação horizontal entre os países e no diálogo. “Acabar com a fome no mundo envolve vontade política”, finaliza Bojanic.




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