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Conhecendo os alimentos: o primeiro passo para uma alimentação saudável começa na infância

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Conhecendo os alimentos: o primeiro passo para uma alimentação saudável começa na infância


A dinâmica da vida nas grandes cidades tem privado um grande número de crianças do contato com os alimentos, especialmente os frescos

Frutas, verduras e legumes, são fundamentais em uma dieta equilibrada. E o acesso a produtos já prontos para o consumo, mais práticos para o estilo de vida das grandes metrópoles, impede uma vivência alimentar que é fundamental para a construção de hábitos alimentares saudáveis.

“Por uma questão cultural, é uma vivência que está se perdendo. As crianças estão deixando de ser apresentadas aos alimentos”, enfatiza a nutricionista do Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN), Juliana Dellare Calia.

Segundo a nutricionista, o hábito de consumir cada vez mais os alimentos prontos faz com que as crianças não acompanhem mais o processo de preparação e transformação dos alimentos, que exige o contato com os ingredientes e alimentos frescos.

“Hoje a grande maioria das crianças toma o suco da caixinha. Ela não conhece mais a fruta. O bolo vem no pacote. Ela não vê o ovo se misturar com a farinha e com os demais ingredientes, e depois ir ao forno. Ela não entende mais o processo. Porém, as crianças pequenas só aprendem utilizando todos os seus sentidos, vivenciando a aprendizagem. Elas precisam tocar, sentir o cheiro, perceber a textura para aprender. E o que estamos fazendo é pular etapas de aprendizagem. Se para aprender a escrever uma palavra precisamos conhecer as letras, para aprender a se alimentar de forma saudável, precisamos conhecer os alimentos”, defende a nutricionista.

Essa falta de conhecimento das crianças sobre os alimentos frescos fica evidenciada logo no início do filme documentário “Muito Além do Peso”, quando as crianças confundem um mamão com um abacate e não sabem nomear frutas e legumes como manga, maçã, beterraba, abobrinha e pimentão.

Segundo Juliana, conhecer os alimentos também vai proteger a criança, na sua vida adulta, do terrorismo nutricional. “A falta de conhecimento deixa as pessoas fragilizadas e elas acabam entrando nas “ondas” que surgem, que viram moda, e que acabam por complicar ainda mais um assunto que deveria ser simples, pois a comida saudável é a aquela mais simples, comprada na feira e preparada – o máximo possível – em casa“.

 

Dicas da nutricionista para a alfabetização alimentar:

  • Ao invés de levar seu filho ao supermercado, que tal passear com ele pela feira livre? Aproveite para apresentar frutas, verduras, legumes e temperos, mesmo aqueles que você não costuma levar para casa. E se a curiosidade surgir, se arrisquem juntos na aventura de descobrir o novo sabor!
  • A partir dos 3 anos, a criança já pode ajudar na cozinha. Dê tarefas simples para os pequenos como rasgas as folhas da salada e vá aumentando a complexidade das tarefas para os mais velhos. Misturar patês, preparar sanduíches naturais, enfeitar a salada de frutas são atividades simples que podem ser feitas pelos mais novinhos. Mas não abra mão da segurança. Forno, fogão e manuseio de facas devem ser atividades exclusivas dos adultos. Uma atividade por semana com a criança na cozinha já é suficiente para mantê-la envolvida com o tema da alimentação.
  • Deixe o seu filho se sujar na hora de comer, especialmente se ele for pequeno. Até por volta de dois anos e meio, a criança precisa tocar o alimento. É normal ela comer com as mãos e, consequentemente, derramar, sujar a roupa e o chão. Seja tolerante, pois o conhecimento que ela está construindo com este contato é fundamental para ela criar um vínculo com a alimentação saudável. Tocando na comida ela descobre formas, texturas e temperatura e desenvolve a coordenação motora.
  • Crie um ambiente agradável para o momento da refeição, se possível, com a família reunida. Sentem-se à mesa, conversem, criem um ritual. O importante é ser um momento de convivência tranquilo, no qual o foco precisa estar no ato de comer. Televisão, tablets e celulares precisam estar desligados. Decorar o prato é uma boa dica para chamar a atenção das crianças. Não precisa ser uma grande escultura. Pequenas iniciativas, como misturar uma beterraba no purê, deixando-o cor de rosa, por exemplo, já chama a atenção da criança para uma “novidade” divertida.
  • Como sobremesa ou nos lanches, prefira oferecer frutas a sucos às crianças. Para cumprir a função de hidratação, o melhor é oferecer água. Durante as refeições, se o seu filho sentir sede, ofereça no máximo 100 ml de água. Essa é quantidade máxima possível de ser ingerida sem interferir na digestão.

 

> > Quer saber mais? Confira também o post sobre a nutrição e alimentação infantil saudável




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