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Consumo de lácteos pelos brasileiros está abaixo da recomendação da FAO

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Consumo de lácteos pelos brasileiros está abaixo da recomendação da FAO


Movimento #bebamaisleite estimula o consumo de lácteos por meio de informações seguras e confiáveis

O leite é um alimento perfeito, completo e equilibrado! É a principal fonte natural de cálcio, sendo essencial para o crescimento das crianças, saúde óssea e dos dentes, e também na prevenção da osteoporose. Suas proteínas têm um excelente perfil de aminoácidos, muitos deles essenciais para o organismo em todas as fases da vida.

Mesmo com tantas qualidades, o consumo de leite e derivados no Brasil ainda está abaixo das recomendações da FAO. Segundo dados do IFCN (International Farm Comparison Network), a média de consumo de lácteos é de 173 kg/pessoa/ano, enquanto o ideal seriam 200 kg/pessoa/ano.

Segundo o Dr. Drauzio Varella, um dos médicos mais conhecidos e respeitados do Brasil, o leite é um alimento muito nutritivo, sendo considerado a melhor fonte natural de cálcio. Ele faz uma comparação bastante interessante entre o brócolis e o leite. Utilizando dados do Instituto de Economia Agrícola do Estado de São Paulo, de fevereiro de 2016, ele mostra que para suprir a necessidade de ingestão diária de cálcio, os brasileiros precisariam comprar quase um maço de brócolis por dia, o que resultaria em um investimento mensal aproximado de R$ 171,00, enquanto que com o leite o gasto seria pouco mais que a metade dessa quantia, R$ 91,00.

Falando em quantidade de alimentos, seriam necessários o consumo diário de 234g de brócolis, 677g de couve-manteiga, 882g de espinafre ou 250g de sardinha para suprir a necessidade de ingestão de cálcio. Segundo a Dra. Sônia Trecco, nutricionista responsável pelo atendimento ambulatorial do HC-FMUSP, o leite é a melhor opção para compensar a falta de cálcio na dieta. Ainda segundo o Dr. Drauzio, é na adolescência que se inicia a prevenção contra danos futuros. Nessa fase, a massa óssea está em formação e segue assim até os 20 anos, quando a densidade atinge o pico, depois a estrutura começa a enfraquecer. A Dra. Ana Hoff, endocrinologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, explica que “no caso de um consumo pobre do mineral, o organismo sacrifica o esqueleto (depósito de 99% do cálcio no corpo humano) para que suas funções sejam mantidas. A retirada de cálcio do esqueleto para suprir sua falta no sangue resulta em perda óssea”.

“A intolerância à lactose é levantada por muitos que vilanizam o leite como uma prova de que ele não deveria ser consumido pelos humanos. Embora o organismo passe, inevitavelmente, a produzir menos enzima lactase ao longo do tempo, isso não significa que todos nos tornaremos intolerantes à lactose. Segundo a Dra. Rejane Matar, “o problema é que as pessoas inventaram essa história de que todo mundo precisa tirar o glúten e os produtos lácteos da dieta para emagrecer, enquanto, na verdade, eles só devem ser retirados em casos especiais e realmente confirmados de intolerância”. E acrescenta, “e mesmo sendo intolerante, é preciso ter cautela. Quando o paciente tem problemas de intolerância, ele não precisa necessariamente parar de consumir laticínios. Sempre recomendamos fazer um teste, e caso seja positivo, diminuir a porção ingerida. Se ele consumia 3 copos de leite e apresentava sintomas, pedimos que reduza para 2, para 1, e observe como seu corpo reage”.

#bebamaisleite

Com o objetivo de informar a população sobre os benefícios do consumo de leite e derivados, as médicas veterinárias Flávia Fontes e Ana Paula Menegatti criaram, há pouco menos de um ano, o movimento #bebamaisleite (www.bebamaisleite.com.br). “O #bebamaisleite foi criado para levar informações seguras e confiáveis para os consumidores de lácteos, especialmente as mães. Hoje, falamos com 70.000 mães em todo o Brasil, por meio de e-mail marketing e redes sociais. Todas as semanas elas recebem conteúdos que publicamos no portal, tendo como base pesquisas feitas por instituições sérias e pesquisadores renomados em todo o mundo. O Movimento também organiza ações, como palestras e outros eventos para estimular o consumo de lácteos. No dia 30 de março, foi realizada uma palestra com o Dr. Drauzio Varella, em Curitiba, reunindo mais de 2000 pessoas, das quais 69% eram mães. “Ele derrubou todos esses mitos que cercam o consumo de lácteos, deixando claro que o mesmo deve fazer parte da dieta de crianças, adolescentes, adultos e idosos”, conta Flávia Fontes.

Conheça os tipos de leite existentes e as diferenças entre eles

Quanto ao tipo de tratamento térmico ao qual é submetido, o leite pode ser classificado em:

Pasteurizado: a pasteurização é um tratamento térmico que consiste no aquecimento do leite a uma temperatura entre 71 ºC e 75 ºC por 15 segundos, seguido de resfriamento (pasteurização rápida, mais comum no Brasil). A pasteurização é suficiente não só para destruir os microrganismos patogênicos do leite, mas também a quase totalidade da flora bacteriana, com pequena modificação na estrutura físico-química do leite e nas suas propriedades organolépticas normais. O leite pasteurizado tem vida média de prateleira de 5 dias e necessita ser mantido sob refrigeração.

UHT (Longa Vida): a sigla UHT é uma abreviação do inglêsultra-high temperature“. São os famosos “leites de caixinha”, embora hoje já seja comum encontrar leite pasteurizado de caixinha. Trata-se de um processo no qual o leite torna-se “comercialmente esterelizado”, ou seja, totalmente livre de microrganismos patogênicos, pelo aquecimento durante um curto período de tempo, algo de 2 a 4 segundos, a uma temperatura de 140 a 150°C, seguido de resfriamento imediato. O produto UHT mais conhecido é o leite, mas esse processo também é usado em sucos de frutas, cremes, iogurtes, vinhos, sopas e outros. O leite que sofre o processo UHT tem uma vida de prateleira de 180 dias antes de ser aberto, pois possui envase hermético e asséptico. Após aberto, deve ser consumido em até 3 dias e mantido sob refrigeração.

Tanto a pasteurização quanto a UHT causam perdas de alguns nutrientes, mas são processos essenciais e obrigatórios para evitar a transmissão de doenças pelo consumo do leite. Nunca consuma leite cru!

Com relação aos métodos de obtenção do leite, o mesmo pode ser classificado em:

Tipo A: Em geral, é o tipo de leite de melhor qualidade microbiológica, e pode ser consumido, desde que resfriado e armazenado corretamente, de 5 dias a 7 dias após a pasteurização. O leite Tipo A não pode ser transportado cru e, por isso, tem que ser pasteurizado e embalado na própria fazenda, que precisa seguir rígidas normas de higiene, estabelecidas e fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura.

Pasteurizado Refrigerado: É o tipo mais comum de leite encontrado no Brasil. No passado, era comercializado apenas em saquinhos, os famosos “barriga mole” mas, hoje, já pode ser encontrado em caixinhas.

Quanto ao teor de gordura, o leite pode ser classificado em:

Integral: é o leite que conserva os seus teores originais de gordura, sendo, no mínimo de 3%.

Semi-desnatado: é o leite no qual parte da gordura foi removida, contendo níveis entre 0,6 e 2,9%.

Desnatado: é o leite no qual quase a totalidade da gordura foi removida, contendo, no máximo 0,5%.

E, finalmente, o leite pode ainda ser “No Lac”, ou seja, sem lactose, sendo recomendado para pessoas com diagnóstico de intolerância à lactose.

Um mesmo leite pode receber várias classificações. Por exemplo, pode ser pasteurizado refrigerado integral ou UHT semi-desnatado sem lactose, dentre outras muitas possibilidades. As combinações são inúmeras, mas todas essas informações devem estar presentes nas embalagens.

 

Escrito com a colaboração de Flávia Fontes, Editora chefe da Revista Leite Integral e Coordenadora do Movimento #bebamaisleite

 

 

 




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