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Felicidade à mesa

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Felicidade à mesa


Há quem coma por prazer e tem quem se alimente apenas por necessidade. Alguns, sob emoções fortes, perdem o apetite; enquanto outros, ansiosos, descontam nos alimentos a angústia com a qual não sabem conviver. Os hábitos alimentares também vêm de berço e construir uma relação saudável e prazerosa com o que se consome à mesa é um segredo que poderia ser passado de geração para geração – como uma receita especial de família.

Angelita Corrêa Scardua, Psicóloga especializada em estudos sobre felicidade no desenvolvimento adulto, explica que “ao longo do desenvolvimento da criança, a forma como os pais e cuidadores gerenciam suas emoções em relação aos alimentos produz uma marca na forma como associamos comida e afetividade”.

A opinião é partilhada pela Nutricionista Desire Coelho, Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo e especialista em transtornos alimentares: “Alimentação é muito mais que carboidrato, proteína, gordura. Nós não comemos nutrientes, comemos comida e todas as sensações que vêm junto com ela”.

Quem nunca comeu um simples prato de arroz com feijão e lembrou, na mesma hora, da casa dos avós? Essa emoção faz parte do comportamento alimentar. “Não é apenas o que comemos, mas o que sentimos ao nos alimentar. E isto é fundamental para se conseguir estabelecer uma alimentação saudável e prazerosa com a comida”, explica Desire.

Refeição em família faz a diferença

A rotina desenvolvida pela família em torno da alimentação também pode ser determinante na construção de hábitos saudáveis que serão levados para a vida adulta pelos seus membros. Se as refeições são feitas às pressas ou sob discussões acaloradas e intensas, é muito provável que o ato de alimentar-se acabe associado, inconscientemente, às situações de estresse, gerando, por exemplo, compulsões. Por outro lado, quando escolher bons ingredientes, preparar as refeições de maneira tranquila e sentar-se à mesa em família são tarefas compartilhadas com cumplicidade e prazer, é provável que contribua para que cada um passe a associar esse ato cotidiano ao bem-estar. “Como a família é fundamental na relação que estabelecemos com a comida, isso pode gerar padrões positivos ou não. Tudo dependerá de como cada uma delas lida com a alimentação”, avalia Angelita.

Comida com prazer

Além de criarem um clima agradável ao redor da mesa, os pais podem ser exemplos na escolha dos alimentos e na manutenção de uma rotina saudável. “Uma das melhores atitudes para aumentar a satisfação das pessoas com a comida e, por incrível que pareça relacionada até com melhora da saúde, são as refeições em família, sentados à mesa, sem TV ou outras distrações, comendo a comida caseira”, afirma Desire.

As rotinas e os rituais que envolvem as refeições familiares à mesa ampliam o tempo de convivência entre pais e filhos, possibilitando maior conhecimento mútuo e troca de experiências, formação ampliada da identidade pessoal e maior sensação de retaguarda social. “Todos esses benefícios obtidos nas refeições em conjunto, portanto, favorecem maior segurança na hora de se relacionar com o mundo exterior”, conclui a especialista.

Pequenas porções de felicidade

Se existe uma certeza sobre a importância dos alimentos é que eles podem favorecer o bem-estar do corpo e da mente. Veja alguns exemplos destacados pela Nutricionista Angelita Corrêa Scardua:
Banana: seu consumo diário ajuda a aumentar a produção de serotonina pelo cérebro, por isso contribui para o relaxamento muscular e para a melhoria da qualidade do sono.

Cacau: o cacau contém teobromina, triptofano, feniletilamina e magnésio, que colaboram no combate à depressão, e também contribui para inibir a degradação da anandamida, substância envolvida no prolongamento da sensação de bem-estar. Quanto mais cacau e menos açúcar e gordura tiver o chocolate, mais benéficos são seus efeitos.

Alface: graças à lactucina, que é uma substância presente em seu talo, a alface funciona como calmante. Essa hortaliça também é rica em ácido fólico, cuja falta no organismo pode causar tristeza e fadiga.

Castanhas, peixes e frutos do mar: são ricos em minerais como zinco e selênio, importantes para as atividades cerebrais, contribuindo para o combate ao cansaço mental e à ansiedade. Os frutos do mar também são ricos em ômega 3, que está associado à diminuição dos sintomas depressivos.

Espinafre: o potássio e o ácido fólico presentes neste vegetal auxiliam na prevenção da depressão.

Laranja: rica em cálcio, a fruta é um relaxante muscular, essencial para combater o estresse. A laranja também é uma grande fonte de energia e previne a fadiga.

Ovos: contêm tiamina, ácido fólico e acetilcolina. A carência desses elementos pode causar apatia e ansiedade.

Mel: um forte aliado na produção de serotonina, hormônio associado à sensação de prazer e bem-estar.




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