Alimentação em Foco Menu
Frutas, verduras e legumes do mês de janeiro

Compartilhar com Facebook Compartilhar com Twitter Compartilhar com Google+ Compartilhar com LinkedIn Compartilhar com Pinterest

Frutas, verduras e legumes do mês de janeiro


Abobrinha

A abobrinha (Curcubita pepo L.) é originária das Américas do Norte e Central, e atualmente é cultivada e consumida em todo mundo. No Brasil também é conhecida como abóbora de moita, abobrinha italiana e abobrinha de tronco. Este vegetal é pertencente à família Cucurbitaceae que compreende diversas espécies, dentre elas os pepinos, melões e melancias. Quando crua, uma porção de 100g apresenta, em média, 93,4% de água, 1,1% de proteínas, 4,3% de carboidratos, além de minerais, como cálcio e magnésio. A abobrinha apresenta grande versatilidade na forma de preparo, podendo ser consumida crua em saladas, refogada, cozida, recheada ou ainda como ingredientes em preparações alimentícias.

Acerola

A acerola (Malpighia emarginata D.C.) é uma fruta nativa das Ilhas do Caribe, América Central e Norte da América do Sul, que encontrou no Brasil boas condições de clima para seu cultivo, com destaque para a região Nordeste e Oeste do estado de São Paulo. A acerola se destaca pela sua elevada concentração de vitamina C, além de apresentar outros antioxidantes como carotenoides, antocianinas e compostos fenólicos, em concentrações a depender da variedade. Uma porção de 100 gramas de acerola in natura fornece mais de 2000% da recomendação de ingestão diária (IDR) de vitamina C e 28% da IDR de vitamina A necessária para um adulto. Além disso, a fruta apresenta poucas calorias em função do baixo teor de gordura (0,46g em 100g de polpa).

Beterraba

A Beterraba (Beta vulgaris L.) tem sido utilizada como alimento por todas as populações da bacia do Mediterrâneo desde 1000 a.C. A variedade branca é utilizada como matéria-prima para a produção de sacarose no hemisfério norte. Já a variedade roxa, mais comum no Brasil, é mundialmente consumida em saladas, sopas, sucos e vitaminados. As folhas são ricas em cálcio e vitaminas A e C, e por isso seu consumo também é recomendado. Já o tubérculo possui é uma excelente fonte de glutamina, um aminoácido muito importante para a manutenção da saúde e do bom funcionamento do trato gastrointestinal. Na hora das compras, atentar para que a beterraba esteja em bom estado: firme e com coloração vibrante.

Melancia

A melancia (Citrullus lanatus), originada do continente Africano e pertencente à família das cucurbitáceas, é cultivada em quase todas as regiões do mundo, sendo uma das mais importantes olerícolas produzidas e comercializadas no Brasil. A fruta possui sabor adocicado e grande parte de sua composição é constituída por água (cerca de 90 %), apresentando baixo conteúdo calórico e uma composição vitamínica na qual se destacam as vitaminas A, C, B1 e B2. Além disso, a melancia possui função diurética. Apesar de seu consumo se dar predominantemente in natura, a polpa, a casca e as sementes podem ser utilizadas no preparo de sucos e chá. O suco da polpa de melancia ajuda na eliminação do ácido úrico; já o chá das sementes secas também pode ser consumido.

Pepino

O pepino (Cucumis sativus) é originário das regiões montanhosas da Índia e contém vitamina C, pró vitamina A, além de fibras nas cascas e sementes. Seus frutos possuem ação diurética. Em média, a polpa do pepino é composta por água (96,4%), proteínas (0,4%), lipídeos (0,1%), carboidratos (2,8%) e minerais (0,3%), sendo os principais o cálcio, fósforo, ferro e potássio. Suas sementes contêm proteínas (42%) e lipídeos (42,5%), e o óleo extraído das mesmas tem coloração clara composto de ácidos graxos como o palmítico, o esteárico, o linoleico, e o ácido oleico. Além do consumo convencional em saladas, fatias de pepino podem ser adicionadas a uma jarra ou copo de água potável para obter uma opção de bebida refrescante, além de ser base para a elaboração de picles.

Pitaia

A pitaia é um fruto proveniente de diferentes espécies de cactos pertencentes aos gêneros Hylocereus e Selenicereus. Nativa da América Central, o seu nome significa “fruta escamosa” e, por este motivo, em muitas línguas é conhecida como “fruta-dragão”. Existem três tipos diferentes de pitaia: a branca (rosa no exterior e branca no interior do fruto), a amarela (amarela por fora e branca no interior do fruto) e a vermelha (avermelhada no exterior e no interior do fruto). Estes frutos podem ser consumidos in natura, como sucos, sorvetes, entre outras preparações. Além disso, as folhas podem utilizadas para o preparo de chás. A pitaia apresenta em sua composição água, carboidratos, fibras, vitaminas C e E e minerais como cálcio, fósforo e ferro. Muitos estudos estão sendo realizados com este fruto, pois parte dos seus carboidratos possuem efeito prebiótico. Além disso, observa-se alta concentração de compostos antioxidantes, como as betacianinas e betaxantinas.

Quiabo

O quiabo (Abelmoschus esculentum), é um fruto com formato cilíndrico e alongado, que deve ser consumido ainda verde. Originário do continente africano, mais precisamente na região da Etiópia, o cultivo do quiabo se adaptou muito bem ao Brasil, com maior produção localizada na região Nordeste. É rico em fibras alimentares, vitaminas (A, B1 e C) e minerais como cálcio e ferro. Estudos demonstram que o quiabo apresenta atividade antidiabética, por apresentar substâncias que inativem parcialmente a atividade de enzimas que degradam o amido em carboidratos simples. Na culinária, o quiabo pode ser consumido frito ou refogado e é ingrediente de diversos pratos típicos regionais: frango com quiabo (Minas Gerais), molho de carne com quiabo (Goiás) e caruru (Bahia).

Tomate

O tomate (Solanum lycopersicum) é um fruto de grande expressão econômica e social no cenário nacional e internacional, em função da sua presença efetiva na dieta humana. Além das características organolépticas muito apreciadas, o tomate se destaca por ser um alimento funcional, devido ao seu alto valor nutritivo e a presença de compostos com propriedades antioxidantes. O fruto é considerado fonte de carotenóides, principalmente licopeno e β-caroteno, de vitaminas B, C e E, e de compostos fenólicos. Os tomates são consumidos principalmente in natura, mas boa parte do seu consumo também se dá pelos produtos processados como sucos, pasta, purê, ketchup ou molhos.

REFÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, B. M. et al. Efeitos de níveis de irrigação na cultura da melancia. Revista Ciência Agronômica, v. 36, n. 1, p.9-15, 2005.

BARANKEVICZ, G. B. et al. Características físico-químicas de amostras congeladas de híbridos de tomateiro para processamento. Horticultura Brasileira, v. 33, n. 01, 2015.

CARPES, S H. Variabilidade da produção de frutos de abobrinha italiana em função do manejo. 2006. 68 f. Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal), Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Rurais, Santa Maria, 2006.

CARVALHO, J. D. S. et al. Caracterização química, qualidade microbiológica e aspectos nutricionais de picles elaborados com pepino (Cucumis sativus L.) e com nabo (Brassica campestris L. var. rapa) orgânicos produzidos por agricultores familiares. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, v. 9, n. 1, p. 222-228, 2014. D. FILHO, E. et al. Processo de produção de melancia: Aumento da produtividade no agronegócio. In:__ Simpósio de Engenharia de Produção, 2014, Bauru. Marília: UNIVEM, 2014. p. 14 – 25. Disponível em: <http://aberto.univem.edu.br/>. Acesso em: 29/07/2016.

EMBRAPA INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA. A cultura da melancia. 2. ed. Brasília, DF: Embrapa, 2007. 85 p.

FERRARI AA. Caracterização química de tomates (Lycopersicon esculentum) empregando análise por ativação neutrônica instrumental. Piracicaba: USP. 151p. (Dissertação mestrado). 2008.

FISHER, R. The health benefits of… beetroot. Disponível em <rhttp://www.bbcgoodfood.com/howto/guide/ingredient-focus-beetroot>. Acesso em: 30/07/2016

FREITAS, C.A.S.; M, G.A.; C, J.M.C.; F, R.W.; SOUSA, P.H.M. Acerola: produção, composição, aspectos nutricionais e produtos. Revista brasileira de agrociência, v. 12, n.4, p.395-400, 2006.

NEMA, N/ K. et al. Cucumis sativus fruit-potential antioxidant, anti-hyaluronidase, and anti-elastase agent. Archives of dermatological research, v. 303, n. 4, p. 247-252, 2011.

NINFALI, P.; ANGELINO, D. Nutritional and functional potential of Beta vulgaris cicla and rubra. Fitoterapia, v. 89, p. 188-199, 2013.

OLIVEIRA, J. B. et al. Rendimento e qualidade de frutos de melancia em diferentes épocas de plantio. Revista Caatinga, v. 28, n. 2, p.19-25, 2015.

PÉREZ-CONESA, D. et al. Changes in bioactive compounds and antioxidant activity during homogenization and thermal processing of tomato puree. Innovative Food Science & Emerging Technologies, v. 10, n. 2, p. 179-188, 2009.

SALMAN, H. et al. Lycopene affects proliferation and apoptosis of four malignant cell lines. Biomedicine & pharmacotherapy, v. 61, n. 6, p. 366-369, 2007.

SOUSA, A. P. B.; LIMA, F. G. S; LIMA, A. Propriedades nutricionais do maxixe e do quiabo. Revista Saúde em Foco, Teresina, v. 2, n. 1, p.113-129, jan./jul. 2015. Disponível em: <http://189.43.21.151/revista/index.php/saudeemfoco/article/download/688/853>. Acesso em: 12 dez. 2016.

STINTZING, F.C.; SCHIEBER, A.; CARLE, R. Betacyanins in fruits from red-purple pitaya, Hylocereus polyrhizus (Weber) Britton & Rose. Food Chemistry, v. 77, n. 1, p. 101-106, 2002.

TABELA BRASILEIRA DE COMPOSIÇÃO CENTESIMAL (TACO). 4ª Edição revisada e ampliada (2007). Documento em versão eletrônica. Disponível em: <http://www.unicamp.br/nepa/taco/contar/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada.pdf?arquivo=taco _4_versao_ampliada_e_revisada.pdf>. Acesso em 24/10/2016.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO – UNIFESP. Departamento de Informática em Saúde. Tabela de Composição Química dos alimentos. Extraída de: USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 25, 2012 WICHIENCHOT, S.; JATUPORNPIPAT, M.; RASTALL, R.A. Oligosaccharides of pitaya (dragon fruit) flesh and their prebiotic properties. Food Chemistry, v. 120, n. 3, p. 850-857, 2010.

WU, L.; HSU, H.W.; CHEN,Y.C.; CHIU, C.C.; LIN, Y.I.; HO, J.A. Antioxidant and antiproliferative activies of red pitaya. Food Chemistry, v.95, n. 2, p. 319-327, 2006.




O que você procura?





fechar

Obrigado!


Seu cadastro foi realizado com sucesso.



fechar
Loading