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Fundação Cargill financia projeto Frutos do Cerrado

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06/09/2018
Institucional

Fundação Cargill financia projeto Frutos do Cerrado


O Brasil é conhecido em todo o mundo por ser o país com a maior biodiversidade do planeta, e essa característica é fruto não somente da existência da floresta amazônica, o mais famoso bioma do país, mas de todo o conjunto de flora e de fauna em território brasileiro.

O cerrado, por exemplo, ocupa cerca de 22% do território nacional, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, sendo considerado o segundo maior bioma da América do Sul, é a savana mais rica do planeta, habitat de várias espécies de animais e de plantas.

Para preservar a biodiversidade da região e desenvolver, junto com a comunidade rural local, o cultivo de espécies nativas para consumo e comercialização, a Fundação Cargill apoia o projeto Frutos do Cerrado, realizado pelo Instituto Avançado de Ensino Superior de Barreiras, na Bahia.

Objetivos do projeto Frutos do Cerrado

O principal objetivo do projeto é combater a insegurança alimentar na região com adoção de práticas alimentares saudáveis, a promoção da diversidade cultural, da cultura de utilização de produtos regionais, da sustentabilidade social, econômica e ambiental através do uso racional de frutos do cerrado.

Proposto pelos pesquisadores Cláudia Vieira Prudêncio, Izabela Barbosa Moraes, Emília K. Araújo Amaral Pignata, Flávio Santos Lopes, Juliane Karsten e Mirela Casali, o projeto iniciou suas atividades em 2018, com treinamentos gratuitos à comunidade rural da região, abordando temas como cultivo e produção de frutos regionais, boas práticas de manejo e fabricação de alimentos, rotulagem, noções de marketing e aproveitamento dos alimentos e frutos regionais.

A partir de setembro, começam os trabalhos envolvendo pesquisas sobre o cajuí, fruto nativo do cerrado, pensando principalmente em sua disponibilidade, fácil acesso, boa qualidade nutricional e boa aceitação popular.

 

Sobre o cajuí, fruto nativo do cerrado

Cajuí do cerradoTambém conhecido como cajuzinho-do-cerrado ou cajuzinho-do-campo, o cajuí é um tipo de caju característico da região do cerrado, porém menor que o tradicional nordestino.

De sabor ácido e suculento, o cajuí possui uma coloração que varia entre vermelho e amarelo e pode ser consumido ao natural ou em sucos, compotas, bebidas ou doces.

Assim como o Cajú nordestino, a amêndoa do cajuí também pode ser consumida. Assim que separada do pseudofruto, ela deve ser exposta ao sol para secar e, em seguida, assada para a retirada da amêndoa cozida.

Animais como a raposa-do-campo costumam consumir o fruto, o que ajuda na dispersão das sementes pela natureza e na preservação da espécie.

Projeto de pesquisa do cajuí

O trabalho de pesquisa consiste essencialmente em criar estratégias para o consumo sustentável do cajuí, por meio do aprimoramento de técnicas de cultivo, de preparo e de conservação do pseudofruto, além do desenvolvimento de produtos, como doces, geleias, sucos, barra de cereais, entre outros, e da capacitação de membros das comunidades para o cultivo do fruto.

Ao longo de todo o trabalho, são desenvolvidas pesquisas como o levantamento bibliográfico e etnobotânico sobre o fruto, a avaliação fitossanitária das matrizes, a identificação de possíveis pragas e patógenos e a coleta de amostras para futuras análises.

 

Desenvolvimento de produtos

Para desenvolver itens de boa qualidade e que possam ser comercializados de forma segura e confiável, é preciso desenvolver protocolos de fabricação para serem aplicados de maneira padronizada em todos os produtos, garantindo assim sua boa procedência e a confiança dos consumidores.

Para se chegar a essa padronização, serão realizadas análises sensoriais e a avaliação das características físico-químicas e microbiológicas do fruto, para assim se estabelecer com mais precisão o prazo de validade dos produtos.

 

Melhoria das técnicas de conservação e de capacitação dos membros da comunidade

Para se preservar por mais tempo o fruto e garantir que os produtos produzidos sejam mais seguros para o consumo, uma série de pesquisas envolvendo estratégias de pós-colheita será realizada para se estabelecer qual é a melhor técnica para sanitização do fruto, qual a temperatura ideal para sua conversação e, por fim, qual a embalagem mais adequada para preservação do produto.

Além de garantir a qualidade dos produtos, essas pesquisas também serão importantes para o desenvolvimento de cursos e de oficinas específicas de capacitação para os membros da comunidade que trabalharão com o cajuí, como:

  • Curso de processamento de frutas em calda e geleias de frutas
  • Curso de processamento de frutas desidratadas
  • Curso de processamento de barras de cereais e frutas
  • Curso de gastronomia com frutos regionais

A qualificação da comunidade será primordial para o sucesso do projeto e sua perpetuação, garantindo assim a preservação de um fruto nativo e do ecossistema que assegura sua existência, assim como viabilizar a geração de renda para as famílias beneficiadas por meio do extrativismo.

 

Promoção da cultura de utilização

Os principais públicos-alvo do projeto Frutos do Cerrado são os produtores rurais e comunidades tradicionais da cidade de Barreiras-BA. Comunidades de agricultores de assentamentos de reforma agrária e até a comunidade indígena da tribo Kiriri têm participado das formações. O projeto também conta com o envolvimento da comunidade acadêmica e de outras instituições, como agentes de assistência técnica e extensão rural (ATER) e membros do poder público municipal.

Para engajar todas essas pessoas no objetivo em comum de preservar um ecossistema tão importante quanto o cerrado, o projeto estimula o resgate de tradições locais com a elaboração de cartilhas e de palestras sobre o tema, além do oferecimento de lanches nas escolas para promover o consumo dos produtos entre as famílias locais.

Com o projeto Frutos do Cerrado, a Fundação Cargill busca fortalecer a economia e a agricultura local, a produção sustentável de alimentos e a geração de renda a partir de um fruto nativo, com baixo impacto ambiental e alto potencial de ganho em termo de valor agregado de seus produtos.




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