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Gastronomia social e Gastromotiva: comida que transforma vidas

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Gastronomia social e Gastromotiva: comida que transforma vidas


Gastromotiva: “Não basta a comida ser boa, ela precisa também fazer bem para a sociedade”

Com essa crença em mente, o chef David Hertz criou em 2006 a ONG Gastromotiva, com o propósito de ajudar a transformar a vida de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade, usando a gastronomia como vetor da mudança. Com a iniciativa, ganhava força e visibilidade no Brasil o movimento da ‘gastronomia social’.

A gente considera que a gastronomia social é a que envolve os chefes, donos de restaurantes, fornecedores e o consumidor para gerar oportunidades para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade, sejam pessoas que estão em situação de pobreza, que estão com fome, que têm uma relação difícil com o bem-estar e com a saúde, ou que estão com sobrepeso e mal nutridas. Então, a gastronomia social é a gastronomia que transforma vidas“, define David.

Movimento da Gastronomia Social

Na avaliação dele, nos últimos anos, mais chefes, universidades e também o Poder Público brasileiro começaram a se engajar no movimento da gastronomia social. “Por todo o mundo hoje vemos grandes chefes aderindo, cada um à sua causa”.

Comida com causa:

David Hertz lembra que a causa do ingrediente, que nasceu a partir da mobilização do Slow Food, foi o primeiro grande movimento que surgiu e envolveu chefes por todo o mundo, tendo como bandeira a importância da preservação da biodiversidade, a valorização do alimento, de quem o produz e do meio ambiente.

“A grande diferença deste movimento para a gastronomia social é que na gastronomia social estamos sempre falando de pessoas”, reforça David.

Na sua ONG, a Gastromotiva, David forma jovens para o mercado de trabalho. “Formamos cozinheiros, pizzaiolos, confeiteiros e padeiros. Mais do que prepará-los para o mercado de trabalho, queremos formar cidadãos mais conscientes e preparados, contribuindo também com seu crescimento pessoal”, explica.

O Refettorio Gastromotiva, iniciativa viabilizada no Rio de Janeiro e que teve início durante as Olimpíadas, é hoje, segundo David, “um grande hub de gastronomia social”, que atua a partir de quatro pilares: “oferecer comida com dignidade; oferecer educação alimentar, envolvendo a comunidade do entorno; combater o desperdício de alimentos, e promover o empoderamento de jovens por meio da capacitação profissional.

Especiais

Outra iniciativa reconhecida no Brasil na área de gastronomia social é a do Instituto Chefs Especiais, que também nasceu em 2006. “Desenvolvemos um trabalho gastronômico inclusivo e inovador para pessoas com Síndrome de Down“, explica a presidente da organização, Simone Berti. Anualmente, a organização atende cerca de 300 pessoas.

Os projetos desenvolvidos pelo Instituto visam a autonomia das pessoas com Síndrome de Down.

“Nem todos têm condições, ou suas famílias querem que atuem profissionalmente. Nosso objetivo maior é a autonomia, o mundo e o mercado de trabalho são consequências”, explica Simone.

Segundo ela, a gastronomia é a ferramenta utilizada pelo Instituto para trabalhar diversos aspectos importantes para o desenvolvimento das pessoas com Síndrome de Down, como a coordenação motora, o relacionamento em equipe, a percepção do tempo, entre outros aspectos.

Apesar do crescente reconhecimento do movimento na sociedade, Simone acredita que no Brasil a gastronomia social ainda é embrionária. “Estamos evoluindo, não só na questão da gastronomia social, mas em todas as áreas que tocam na questão da inclusão. Mas ainda há muito o que fazer”, enfatiza.

 

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