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Guia de lazer e gastronomia, que valoriza empreendimentos fora do circuito tradicional, é lançado em São Paulo

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06/12/2019
Notícias

Guia de lazer e gastronomia, que valoriza empreendimentos fora do circuito tradicional, é lançado em São Paulo


Prato Firmeza: o guia gastronômico das quebradas de SP tem sua 3ª edição publicada e apresenta como novidade opções de lazer em regiões fora do centro da cidade.
No último dia 23, sábado, foi lançado o 3º volume do Prato Firmeza: o guia gastronômico das quebradas de SP, idealizado pela Associação Escola de Jornalismo, produzido pela ÉNois Conteúdo e em parceria com a Fundação Cargill.

O lançamento aconteceu no Arte na Rua, evento realizado no Bixiga, bairro tradicional de São Paulo, e que teve como intuito destacar a gastronomia, arte e moda produzidas por diversos profissionais com projeção local. O evento ocorre sempre no mês de novembro, como parte do Mês da Consciência Negra em São Paulo.

Na ocasião, foram convidados cinco cozinheiros, donos de restaurantes reconhecidos em suas quebradas e que estão presentes nesta edição do guia, para apresentarem cardápios desenvolvidos especialmente para a data:

– A Agência Solano Trindade, da Vila Pirajussara (Zona Sul de SP), abriu, em 2017, o primeiro armazém de produtos orgânicos fora do circuito gastronômico tradicional de São Paulo e levou a cozinheira Cleonice Maria de Paula. Tia Nice, como é conhecida em seu bairro, preparou pratos típicos dessa área da cidade, apenas com alimentos orgânicos produzidos por agricultores da região ou produzidos pela horta da Agência.

O cardápio foi: baião de dois, feijão, vinagrete, saladas, suco natural de frutas da época e cerveja da roça (receita própria). Todos os pratos tinham a opção tradicional e vegano.

– O Restaurante da Marlene, de Parelheiros (Zona Sul de SP), junta a valorização de uma alimentação acessível e ingredientes típicos da Mata Atlântica, que normalmente, poucas pessoas conhecem. Marlene preparou para o público um bolinho cozido de feijão fradinho em folha de bananeira, comida típica da Bahia, chamada de Abará.

– O Alla Coci é uma rede de cozinheiros e artistas que nasceu em Mauá, cidade da Grande São Paulo. A iniciativa trabalha para adoçar a vida das pessoas, através da produção de alfajores e outros doces, e valorizar a arte, utilizando a verba das vendas para a divulgação da cultura hip-hop e realização do slam da região. Para o evento, prepararam alfajores e palha italiana com poesia e mini chocotones trufados com um desenho para colorir.

– O Panelarte é um empreendimento itinerante, que atua para levar vários tipos de comidas sustentáveis, com foco em produções veganas e aproveitamento integral dos alimentos, para diversas localidades da cidade. No evento, prepararam bolo de casca de abóbora com cocada cremosa, kibe assado com casca de banana (refogada com tomate, limão e hortelã), paçoca Ital e salgado assado Ital (feito com farinha integral, grãos na massa e recheios variados, como ricota temperada e berinjela). A alimentação Ital vem da cultura rastafari de origem na Etiópia, em que se acredita que cada alimento tem seu modo certo de preparo, para que seus nutrientes funcionem da melhor maneira.

– O Pantcho’s House Burguer, é uma hamburgueria do Grajaú (Zona Sul de SP) que valoriza a produção artesanal e movimenta a economia local. Isso porquê tudo o que é utilizado no cardápio é preparado na casa e os fornecedores, funcionários e clientes são moradores da região. Para o evento, prepararam: hambúrguer de feijoada, sanduíche de porco BBQ e hambúrguer vegano.

3º VOLUME DO “PRATO FIRMEZA: O GUIA GASTRONÔMICO DAS QUEBRADAS DE SP”

Nesta 3ª edição, o guia tem como tema “lugares para comer e dar rolê com famílias diversas nas periferias de SP e região metropolitana”.

Por isso a publicação, além de trazer opções gastronômicas, apresenta opções de lazer, mostrando as possibilidades de experiências e empreendimentos localizados em regiões que são percebidas, de maneira estigmatizada, como áreas sem variedade de lazer e alimentação.

O material sobre o Prato Firmeza está disponível na versão online e impressa.

Sobre o projeto e sua atenção com empreendimentos localizados nos bairros distantes do centro, Amanda Rahra, cofundadora e mentora da Associação Escola de Jornalismo, destaca: “valorizar pautas locais contribui para que as pessoas daquele território possam escolher melhor o que fazer, onde ir, o que comer, como e por que. Valorizar a cultura gastronômica local também é uma maneira de investir e gerar renda no território e contribuir para os negócios locais, mostrando que a comunicação é uma ferramenta importante para que os negócios se desenvolvam e para que as pessoas tomem suas próprias decisões”.

Confira como foi o primeiro ano de parceria entre a Escola de Jornalismo ÉNóis e a Fundação Cargill.




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