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Introdução alimentar tem papel fundamental na formação do paladar

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Introdução alimentar tem papel fundamental na formação do paladar


A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é clara: os pais só devem oferecer alimentos para complementar a nutrição com leite materno ou fórmula assim que os filhos completarem seis meses. Isso porque é preciso que o intestino do bebê esteja completamente desenvolvido e eles tenham a capacidade de sentar e mastigar.

“Não há nenhuma comprovação de benefícios na introdução precoce de alimentos, mas é certo que há riscos em fazê-la antes da hora, especialmente o de desencadear alergias alimentares”, esclarece Nathália Donato, especialista em alimentação infantil.

O ideal é que o processo de introdução alimentar seja acompanhado de um profissional da saúde especializado e seja feito de forma lenta e gradual para observação da aceitação alimentar, bem como a formação do paladar.

“A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher. Deve-se começar de forma pastosa (papas ou purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à mesma alimentação feita pelo resto da família”, indica o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Dos seis aos nove meses, deve-se ofertar frutas na forma de purês, papas ou suco, seguindo com cereais, legumes e verduras, de uma a duas vezes ao dia. Dos nove aos doze meses, de acordo com a aceitação da criança, passa-se a introduzir pequenos pedaços, até que evolua para pedaços maiores e, por fim, seja introduzida a mesma comida da família, estimulando a mastigação e deglutição, sugere a nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Marisa Resende Coutinho. É indicado também introduzir um alimento por vez e aguardar de dois a três dias para oferecer outro, assim você consegue avaliar a aceitação e perceber se houve alguma reação alérgica.

De início, pode ser que o bebê não aprecie muito o gosto, mas vale a pena insistir para, aos poucos, ir educando o paladar da criança. “A quantidade que ele comerá no primeiro mês será pequena e o leite materno continua sendo essencial”, complementa Nathália.

Sabores e texturas

Todos os grupos alimentares devem estar presentes desde o começo do processo: legumes, verduras, tubérculos e cereais, leguminosas e proteínas. Basta escolher um item de cada um desses grupos para formar uma papinha equilibrada. Importante: de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, “a papa deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar, para que sejam mantidas fibras dos alimentos e fique na consistência de purê”.

Segundo os profissionais ouvidos pelo Alimentação em Foco, não existe uma sequência correta de cozimento. “O fundamental é não colocar água demais para não ter muita perda de nutrientes para a água, que pode acabar sendo descartada”, orienta Nathália. Temperos como cebola, alho, cheiro verde e manjericão estão liberados, já o sal, assim como o açúcar, está proibido, complementa a profissional.

“A introdução alimentar tem papel fundamental na formação do paladar do bebê e é nesse momento que o ensinamos a gostar de alimentos saudáveis. A criança terá a vida toda para conhecer os produtos industrializados, por isso, quanto mais tempo a criança consumir somente alimentos naturais e saudáveis, melhor”, finaliza.

Segurança alimentar

Com a rotina cada vez mais corrida, muitos pais não conseguem preparar as papinhas todos os dias. “O ideal é que sejam preparadas diariamente. Isso permite uma oferta adequada de minerais e vitaminas que acabam se perdendo durante o processo de cocção e no congelamento/descongelamento. Quando congeladas, há também uma alteração no aroma, sabor e textura, que são fatores sensoriais importantes na aceitação alimentar”, enfatiza Marisa. Mas, se não for possível, congele e consuma em no máximo 30 dias. A recomendação é que os potes sejam livres de “Bisfenol A”, ou “BPA” – compostos que podem causar danos ao sistema endócrino e reprodutor da criança.

Para transportá-las, coloque em potes com fechamento hermético e em bolsa térmica. Todo alimento só pode ficar até 30 minutos em temperatura ambiente. Depois desse tempo, é preciso refrigeração.

Saiba mais no Manual de Orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria.




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