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Mel de cacau: além do chocolate o que o cacau pode produzir?

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Mel de cacau: além do chocolate o que o cacau pode produzir?


Uma iniciativa brilhante tem contribuído para ampliar a utilização do fruto na indústria alimentícia

Em 2013, o então mestre em química analítica Fábio Neves dos Santos estava procurando um tema para seu doutorado e foi conhecer de perto uma fazenda de cacau em Ilhéus, na Bahia.

Além da incrível experiência de ver todo o processo de produção do chocolate, pode perceber um grande desperdício de alimentos nesse processamento.

“O foco da produção era dado apenas para a amêndoa que dá origem ao chocolate, porém todas as outras partes do fruto, como casca, polpa, mel de cacau, eram completamente descartadas”, explica Fábio.

Com isso, ele percebeu a possibilidade de utilizar esses resíduos para gerar novos produtos utilizando também seus conhecimentos em química. A partir de então seguiu estudando por conta própria os resíduos agrícolas do cacau e seu potencial na indústria de alimentos, bebidas e cosméticos.

Assim surgiu o projeto “Aproveitamento e uso sustentável do mel de cacau”, da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (FUNCAMP – Campinas – SP), um dos projetos selecionados na 5ª. Edição do edital da Fundação Cargill.

O objetivo do projeto é implementar soluções inovadoras e promover a percepção de valor na cadeia produtiva do cacau, através de novas práticas de aproveitamento e novos usos do mel de cacau produzido na região de Ilhéus.

Além disso, visa também impactar a comunidade por meio da interação com os produtores de cacau através de reuniões, oficinas, seminários, treinamentos e

do compartilhamento dos resultados das pesquisas para que possam aprender como aproveitar o resíduo e utilizá-lo na elaboração de novos alimentos para serem consumidos pela própria comunidade e comercializados, gerando assim renda extra aos pequenos produtores.

Nesse ano, foram selecionados pela Fundação Cargill vinte projetos que recebem apoio técnico e financeiro para a realização de suas iniciativas, sete projetos a mais que no edital anterior.

Todas as propostas recebidas foram avaliadas quanto ao alinhamento e coerência com a própria organização e a missão da Fundação Cargill; à consistência do planejamento e gestão; ao impacto e à relevância frente ao contexto local em que se pretende atuar; ao potencial de escala e a consequente transformação social; e aos fatores que assegurem a continuidade da iniciativa.

“O apoio da Fundação Cargill é fundamental para o avanço e aprofundamento das pesquisas científicas relacionadas ao conhecimento da composição e propriedades do mel de cacau e outros subprodutos que podem dar origem à uma nova cadeia de produtos.” Fábio Neves dos Santos, responsável pelo projeto.

Os pilares do projeto do mel de cacau

O projeto “Aproveitamento e uso sustentável do mel de cacau” tem basicamente três eixos de atuação: pesquisa, inovação e extensão social.

Na pesquisa são aprofundados os conhecimentos sobre a composição de minerais, compostos bioativos e composição microbiológica dos resíduos do cacau.

No eixo de inovação são desenvolvidos novos produtos baseados nos conhecimentos das pesquisas científicas.

Já no eixo extensão social, o foco é em transferir para a comunidade cacaueira local os conhecimentos das pesquisas, contribuir para a sustentabilidade na cadeia do cacau, melhorar as condições de beneficiamento dos resíduos agrícolas do cacau para que possam gerar alimentos mais saudáveis e aumentar a renda do produtor de cacau.

Isso se dará através de treinamentos e capacitações de comunidades com agricultura familiar nas regiões de Ilhéus, Itabuna e Camacan.

O apoio da Fundação Cargill irá impulsionar esse terceiro eixo de atuação do projeto contribuindo para a mudança da percepção de valor desse ativo da biodiversidade na indústria e comércio de alimentos, principalmente.

Alguns alimentos provenientes do mel de cacau já estão disponíveis para compra em mercados locais no Sul da Bahia e no mercado nacional também. As aplicações mais comuns são em alimentos como sucos, licores, vinhos, cervejas artesanais, doces, geleias e vitaminas.

No entanto, o beneficiamento do mel de cacau ainda não atinge 1% da quantidade que poderia estar disponível para o público. Pensando nessa grande oportunidade de crescimento, o projeto quer estimular o beneficiamento do mel de cacau por parte dos produtores locais e por outro lado criar produtos que o demandem para que os produtores possam vender.

Um dos grandes desafios para que isso aconteça é superar as limitações tecnológicas, desenvolvendo métodos de conservação do mel de cacau que ultrapasse os até 15 dias atuais. Pesquisas já estão sendo desenvolvidas para vencer essa barreira.

Com apoio, pesquisa e trabalho adequado, iniciativas como estas vão ganhando força e contribuindo para a mudança social, ambiental, econômica do nosso país.

Veja mais em: Projetos apoiados pela Fundação Cargill




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