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Mercado de alimentos orgânicos deve crescer 30% ainda este ano

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Mercado de alimentos orgânicos deve crescer 30% ainda este ano


A preocupação do brasileiro em comer melhor e de forma mais saudável, está impulsionando o mercado de alimentos orgânicos no País, que tem faturado cerca de R$ 2,5 bilhões ao ano, com uma perspectiva de crescimento de 30% ainda em 2016. Os dados são do Organis – Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável, organização cujo propósito é ser um facilitador para este desenvolvimento.

O diretor executivo do Organis, Ming Chao Liu, acredita que o alto valor agregado destes produtos está tornando o setor atrativo para a indústria dos alimentos processados. Segundo ele, o Brasil já conta com cerca de mil indústrias de processamento de orgânicos. “Há dez anos tínhamos somente frutas, legumes e vegetais orgânicos. Hoje começamos a encontrar produtos mais industrializados, como sucos, barras de cereais e iogurtes. Com isso, o lançamento de novos produtos cresce em até 40% ao ano”, relata.

Para o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Rogério Dias, o processamento destes alimentos é um dos fatores que têm aumentado a competitividade do setor, pois aumenta o tempo de prateleira dos produtos e permite a entrada em novos mercados, não ficando restrito apenas à venda dos alimentos frescos. “É também um indicativo de que a cadeia de produção dos orgânicos está bem organizada no Brasil”, considera Dias.

Na outra ponta da cadeia produtiva estão hoje cerca de 14.500 pequenas propriedades rurais, número que praticamente dobrou nos últimos três anos e deve continuar crescendo. A estimativa do MAPA é de que o Brasil chegue a 30 mil unidades produzindo alimentos orgânicos até 2020. Há muito espaço para o crescimento, já que apenas 1% da área agricultável do Brasil é utilizada hoje para o plantio de orgânicos.

Desafios

O crescimento do setor, no entanto, tem alguns desafios a superar. O primeiro deles é o acesso do produtor a assistência técnica adequada. “Precisamos socializar o conhecimento em princípios e práticas de agroecologia e da produção orgânica”, acredita Dias. Para isso, ele explica que estão sendo lançados editais que estimulam as universidades a criarem núcleos de pesquisa e estudos na área, envolvendo produtores de cada uma das microrregiões onde há maior carência de assistência técnica.

O segundo grande desafio é o acesso aos insumos apropriados à prática da agroecologia. “Historicamente, o agricultor brasileiro sempre trabalhou sob a lógica do uso dos agrotóxicos e agroquímicos. Para mudar isto, precisamos criar especificações que facilitem e barateiem o registro de produtos biológicos”, argumenta Dias. Segundo ele, isto também está sendo feito pelo MAPA, que tem criado especificações de referência, o que já garantiu, por exemplo, o registro de 49 produtos nos últimos quatro anos.

As principais regiões produtoras no Brasil são as Sul e Sudeste, com destaque para verduras, legumes, vegetais, arroz e açúcar. Já o Norte e o Nordeste estão ganhando destaque na apicultura e na produção de castanhas.

A presidente da Associação de Agricultura Orgânica, Maluh Barciotte, acredita que a mudança de comportamento do consumidor é definitiva. “Cada vez mais há uma compreensão do tema pela população e a agroecologia já está na pauta da sociedade, desmistificando a ideia de que orgânicos são produtos inacessíveis e caros. Os agricultores orgânicos, em geral pequenos produtores familiares, vêm mostrando ser possível produzir em escala, com modelos que trabalham a favor da natureza e do desenvolvimento sustentável”, enfatiza.

Afinal, o que são os orgânicos?

Conforme definição do Ministério da Agricultura, alimentos orgânicos são aqueles produzidos sem o uso de fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos. Para ser considerado orgânico, o produto tem que ser produzido em um ambiente de produção orgânica, onde se utilizam como base do processo produtivo os princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, respeitando as relações sociais e culturais.

Conforme a legislação brasileira, em vigor desde janeiro de 2011, o consumidor pode reconhecer os produtos orgânicos através do selo brasileiro ou pela declaração de cadastro do produtor orgânico familiar. Todo produto orgânico vendido em lojas e mercados tem que apresentar o selo em seu rótulo. Já o agricultor familiar precisa vender seus produtos diretamente, para que o consumidor possa estabelecer uma relação de confiança com ele ao comprar os produtos na feira.

Mais informações sobre alimentos orgânicos você encontra na página do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.




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