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Monotonia alimentar é inimiga da alimentação saudável

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Monotonia alimentar é inimiga da alimentação saudável


Variedade alimentar pode ser alternativa para a monotonia na hora de ter uma alimentação equilibrada!

Aquela velha dica dos nutricionistas, que nos ensinam que o importante é montar um prato colorido, tem um porquê que vai além da preocupação com os ponteiros da balança: garantir a variedade de nutrientes que o nosso organismo precisa.

Com a correria do dia a dia, é comum fazermos sempre as mesmas escolhas no supermercado, prepararmos os mesmos pratos em casa, optarmos sempre pelos mesmos restaurantes. A busca pela praticidade acaba por nos colocar em uma cilada: a monotonia alimentar.

A repetição dos mesmos alimentos é inimiga da alimentação saudável“, enfatiza a nutricionista Adriana Piva, do Hospital São Luiz Jabaquara.

Segundo o professor doutor Valdely Kinupp, especialista em PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), 60% das calorias ingeridas pela população mundial vem de apenas quatro alimentos: arroz, trigo, milho e batata.

“Nós vamos aproximadamente 52 vezes por ano ao supermercado ou feiras para comprar sempre as mesmas coisas. Já de acordo a FAO, consumimos entre 100 e 150 espécies vegetais, num universo de mais de 30 mil”. Para o professor, com essa limitação nas escolhas, abrimos mão de uma diversidade de nutrientes e fibras importantes, e deixamos de gerar renda com a biodiversidade brasileira.

A nutricionista Adriana explica que cada alimento é fonte de determinados nutrientes e, ao comermos sempre os mesmos, acabamos predispostos a ter mais déficits nutricionais. “Isso vale especialmente para vitaminas e minerais que ficam faltando na nossa alimentação diária“, ressalta.

Weruska Davi Barros, nutricionista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, aponta ainda outro problema: “quando variamos pouco, tendemos a escolher alimentos mais gordurosos, com alto teor de sódio, por exemplo”.

 

Consequências da monotonia alimentar

Se por um lado a monotonia alimentar provoca déficits de vitaminas e minerais para o corpo, por outro também é responsável por sobrecarregar o nosso organismo com os componentes existentes na dieta adotada.

Se ao invés de um prato colorido, a pessoa baseia sua alimentação em uma dieta gordurosa, logo seus níveis de colesterol e triglicerídios podem subir, trazendo complicações de saúde“, alerta Weruska.

 

 

Dietas

Muitas dietas que fazem sucesso entre aqueles que buscam perder peso são baseadas na monotonia alimentar. “As mais comuns são as que pregam a restrição de carboidratos associados ao consumo liberado de proteínas. Além da monotonia, o organismo sofre muito com esse tipo de alimentação porque tem-se um déficit de energia vindas do carboidrato, nutriente essencial para o funcionamento do cérebro, por exemplo. É por isso que essas dietas causam dor de cabeça e irritabilidade“, explica Weruska.

O consumo excessivo de proteínas ainda pode sobrecarregar o sistema renal, segundo a nutricionista, que tem que jogar fora os resíduos da proteína.

Adriana Piva ressalta, ainda, que a repetição alimentar nos predispõe a grandes oscilações de peso, bagunçando nosso metabolismo e causando problemas tanto físicos como emocionais. “O prazer ao se alimentar é um componente vital para a saúde. E a monotonia alimentar vai, ao longo do tempo, minando nosso bem-estar”, acredita.

 

Prato colorido

Weruska diz que o primeiro passo para fugir da monotonia alimentar é melhorar a relação com a comida. “Minha recomendação é que as pessoas experimentem novos alimentos, façam preparações diferentes com o mesmo item, visitem a feira com mais frequência, toquem nos alimentos para conhecê-los na sua forma ‘in natura’, cozinhem mais, se arrisquem nas receitas da vovó, enfim, estabeleçam uma relação forte com os alimentos“, recomenda.

Adriana indica, ainda, a busca pelos alimentos da época, que além de estarem em boas condições de consumo, possuem um valor de comercialização melhor.

 

Monotonia na infância

É comum ouvirmos histórias de crianças que querem comer sempre a mesma coisa, que se recusam a experimentar novos alimentos e limitam sua dieta. Para Weruska, o caminho para enfrentar essa situação é envolver a criança na relação com os alimentos, fazendo-a participar das escolhas no supermercado ou feira. “Crianças são curiosas e podemos aproveitar essa curiosidade natural para apresentar os alimentos, suas cores e texturas. A curiosidade pelo sabor virá naturalmente“, orienta.

Além de levar a criança para a cozinha, outra dica que a nutricionista dá é fazer passeios em hortas comunitárias ou fazendas de agricultura familiar que estimulam o hábito para uma alimentação saudável.

São super interativas para as crianças“, recomenda.




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