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Nutrição em foco

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Nutrição em foco


Desnutrição e sobrepeso estão relacionados a pobreza e subdesenvolvimento

O cenário contraditório parece impossível: enquanto mais de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, outros 500 milhões estão obesos.

Os dados são da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e estiveram presentes nas discussões travadas durante a 2ª Conferência Internacional de Nutrição.

Com o tema “Nutrição Melhor, Vida Melhor”, o encontro foi sediado em Roma, na Itália, 22 anos depois de sua primeira edição, realizada em 1992. Eliminar a fome e a má nutrição foi um dos objetivos firmados pelos 170 países, dentre eles o Brasil, na Declaração Roma sobre Nutrição.

No documento são reconhecidos a pobreza, o subdesenvolvimento e o baixo nível econômico como fatores para os problemas relacionados à desnutrição, à carência de micronutrientes, ao sobrepeso, à obesidade e outros problemas relacionados à má nutrição.

Segundo a FAO, ainda que o sistema alimentar mundial tenha conseguido aumentar a quantidade de alimentos produzidos para alimentar uma população em crescimento, persiste o desafio de garantir a disponibilidade e a acessibilidade de uma variedade de produtos que contribuam para uma alimentação saudável para todos.

Afinal de contas, as dietas pobres, nas quais predominam alimentos ricos em carboidratos, mas que carecem de diversidade e de micronutrientes, são também um fator importante que contribui para a má nutrição.


Marco de Ação

Para enfrentarem as questões da má nutrição, os países também assinaram o Marco de Ação, que reconhece o papel e a responsabilidade dos governos neste desafio, em diálogo com a sociedade civil, o setor privado e as comunidades afetadas.

O compromisso acordado conta com recomendações para políticas e programas para melhorias na nutrição mundial, que levem em conta sistemas de alimentação sustentáveis, incluindo-se o alerta sobre o crescimento da obesidade que colocou no centro dos holofotes da Conferência as questões relativas à alimentação saudável.

De acordo com a FAO, o documento ainda estabelece uma maneira de criar um entorno propício para uma ação eficaz, o que demanda uma liderança comprometida para colocar a alimentação no topo da lista das agendas políticas e fomentar a cooperação entre os países.

>> Infográfico FAO


Nutrição em foco no Brasil

Representado por Arthur Chioro, ministro da Saúde, a delegação brasileira reuniu cerca de 40 pessoas, entre representantes do governo, parlamentares e da sociedade civil. Diante dos acordos estabelecidos, o país reafirmou seu compromisso no combate à fome.

“A experiência brasileira traz elementos que foram decisivos para o sucesso da redução da fome e da desnutrição no país e foram reconhecidos nos documentos da Conferência”, afirma Eduardo Nilson, Coordenador- Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

Segundo Nilson, o modelo brasileiro, além de reconhecer a alimentação como um direito humano, aplica um trabalho intersetorial nas políticas, reconhece também o potencial da atuação conjunta de setores como saúde, produção, renda, educação e saneamento, entre outros, no combate à fome no mundo.

Um caminho ainda repleto de desafios, mas que torna a desnutrição um tema a ser abraçado em múltiplas frentes se quisermos riscá-la do mapa do mundo.

 

Principais pontos do Marco de Ação:

  • Saúde nutricional materna, jovem e infantil:
    Deve ser melhorada e integra uma das metas a serem alcançadas pelos países signatários, além da redução de fatores de risco relacionados com os hábitos alimentares que provocam doenças não transmissíveis, como diabetes, doenças cardíacas e certos tipos de câncer;
  • Sistemas alimentares e agrícolas:
    Promoção da diversificação dos cultivos, valorizando produtos e práticas tradicionais;
  • Dieta saudável:
    Deve haver o incentivo à redução gradual do consumo de gorduras saturadas, trans, além do açúcar, sal ou sódio em alimentos e bebidas industrializadas, e a melhoria do conteúdo nutricional dos alimentos por meios de instrumentos regulatórios e voluntários;
  • Educação e informação nutricional:
    Colocar em prática intervenções baseadas nas diretrizes alimentares nacionais e em políticas consistentes no que diz respeito a essa temática, estimulando a melhoria dos currículos escolares, da educação nutricional nos serviços de saúde, agricultura e proteção social. Além de promover intervenções no âmbito comunitário e no fornecimento de informação nos pontos de venda, incluindo-se neste item a rotulagem.
  • Saúde:
    É proposto o fortalecimento da cobertura universal de saúde, em particular o trabalho de atenção primária, para que os sistemas nacionais de saúde possam fazer frente à má nutrição em todas suas formas;
  • Agricultura familiar e pequenos produtores (em especial as agricultoras):
    Devem receber apoio, por meio de políticas públicas integradas e multissetoriais, para que incrementem sua capacidade produtiva.


Fonte consultada: FAO.




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