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Dia Mundial da Alimentação: FAO acredita que a proteção social é o caminho para acabar com a fome

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Dia Mundial da Alimentação: FAO acredita que a proteção social é o caminho para acabar com a fome


O Dia Mundial da Alimentação (“World Food Day” ou WFD, em inglês) é comemorado em 16 de outubro, data de fundação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Todos os anos a FAO, que lidera os esforços internacionais para a erradicação da fome, da insegurança alimentar e da desnutrição, define um tema para marcar a data.

Neste ano, o tema escolhido foi “Proteção Social e Agricultura: quebrando o ciclo da pobreza rural”. A FAO acredita que os programas de proteção social, tais como as transferências monetárias, a alimentação escolar e as obras públicas, são uma forma econômica de proporcionar às pessoas vulneráveis oportunidades de saírem da pobreza extrema e da fome, especialmente em zonas rurais.

No documento “O Estado da Alimentação e da Agricultura 2015“, lançado em maio, a FAO destaca que hoje, em todo o mundo, os programas de proteção social beneficiam 2,1 milhões de pessoas, o que equivale a 36% da população mundial. Mas outras 870 milhões de pessoas no mundo ainda estão cronicamente subnutridas. Uma em cada seis pessoas no mundo passa fome, e a cada cinco minutos, uma criança morre por desnutrição.

Os programas de proteção social “dão às pessoas vulneráveis oportunidades de sair da pobreza extrema e da fome, e de melhorar a saúde, a educação e as oportunidades de vida dos seus filhos”.

Porém, estas iniciativas ainda não estão chegando de forma satisfatória às famílias que vivem em zonas rurais. Por isso, a FAO sugere a ampliação dos programas de proteção social em áreas rurais e a sua ligação a políticas de fomento agrícola inclusivas.

“Os programas de proteção social permitem que as famílias tenham acesso a mais alimentos, muitas vezes por aumentarem a sua produção, tornando as suas dietas mais diversificadas e saudáveis. Estes programas podem ter impacto positivo na malnutrição infantil, reduzir o trabalho infantil e aumentar a frequência escolar, os quais aumentam a produtividade”, declarou o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva.

Ainda segundo a FAO, a produção de alimentos terá que aumentar 70% até 2050 para sustentar de forma satisfatória uma população de nove bilhões de pessoas. Diante da escassez de terras, o caminho é aumentar a produtividade em terras já cultivadas, de forma sustentável.

Crises e desigualdades

O documento “O Estado da Alimentação e da Agricultura 2015” afirma ainda que o combate à fome tem sido dificultado nos últimos anos pelas instabilidades econômicas em todo o mundo. Além disso, os fenômenos climáticos extremos, os desastres naturais, a instabilidade política e os conflitos civis também impediram avanços.

Atualmente, 24 países africanos enfrentam crises alimentares, o dobro de 1990; cerca de uma a cada cinco pessoas subalimentadas do mundo vivem em contextos de crise. As taxas de fome em países que sofrem crises prolongadas são mais de três vezes do que em outros lugares. Em 2012, cerca de 366 milhões de pessoas viviam em situações desse tipo, – dos quais 129 milhões estavam subalimentadas – o que representa 19% de todas as pessoas com insegurança alimentar no mundo.

As maiores reduções no número de pessoas que passam fome foram alcançadas no leste da Ásia e houve um rápido progresso na América Latina e no Caribe, no sudeste da Ásia e na Ásia Central, bem como em partes da África, mostrando que o crescimento econômico inclusivo, os investimentos agrícolas e a proteção social – juntamente com a estabilidade política -, tornam possível a erradicação da fome.

A África subsaariana é a região com a maior prevalência de subalimentação no mundo: 23,2%, quase uma a cada quatro pessoas. No entanto, os países africanos que investiram mais na melhoria da produtividade agrícola e na infraestrutura básica, também atingiram as metas de reduzir a fome dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), particularmente na África Ocidental.

Brasil

Entre os países mais populosos, o Brasil é o que teve a maior queda de subalimentados entre 2002 e 2014, segundo o relatório “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015″, também da FAO. A redução foi de 82,1%. Ainda assim, 3,4 milhões de brasileiros encontram-se em situação de subalimentação.




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