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PANC ou Plantas Alimentícias não convencionais: saiba o que são

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PANC ou Plantas Alimentícias não convencionais: saiba o que são


Sempre a mesma alface, o mesmo tomate, a mesma salsinha? As PANCs acabam com essa monotonia alimentar! Mas, o que é PANC? Entenda!

O que são PANCs?

As PANCPlantas Alimentícias Não Convencionais – podem estar no seu jardim, ali na praça,
no canteiro lá na esquina. São plantas espontâneas ou silvestres, que muitas vezes parecem mato, ou ervas daninhas, porém várias delas são comestíveis e ricas em nutrientes, e contribuem muito para incrementar seus pratos.

 

Benefícios e vantagens das PANC

As PANC podem contribuir para uma alimentação saudável e equilibrada, com novos sabores e cores – uma forma estimulante de quebrar a monotonia alimentar, que, além de tudo, agrega ao nosso organismo os componentes nutritivos de que tanto precisamos.

Essas plantas não convencionais, que não são comuns no nosso prato do dia a dia, há anos são alvo de estudo do Prof. Valdely Ferreira Kinupp, biólogo e mestre em Botânica, que em 2007 apresentou sua tese de doutorado sobre o tema, e que vem desde então atuando fortemente na divulgação dessa riqueza alimentar tão disponível em nosso país, e ao mesmo tempo tão desconhecida.

A intenção desse empenho, como Kinupp aponta, “é que o Brasil saia da retórica dos biólogos e principalmente dos políticos, de que é o país da megafitodiversidade, com a maior diversidade vegetal do planeta, mas que seja possível trazer essa fitodiversidade para a gastronomia, para a culinária, ou seja, para as nossas refeições do dia a dia.”

E complementa que: “Biodiversidade que não entra pela boca não tem valor algum, tem um valor abstrato, ou seja, não tem liquidez, não gera emprego, não gera trabalho, não gera receita, não gera dividendos para o país, para a pessoa“.

Também não beneficia com seus nutrientes uma população em parte tão carente de uma alimentação mais rica e saudável, enquanto poderia estar mais presente nas nossas casas, nos restaurantes, na merenda escolar.

 

Das 30 mil espécies de plantas comestíveis, comemos apenas 150!

Alguns autores dizem que utilizamos apenas 0,04% da biodiversidade alimentícia do planeta. Há cerca de 300 mil espécies de plantas descritas no mundo, das quais se estima que no mínimo 10% sejam de plantas comestíveis.

O Brasil possui perto de 50 mil espécies de plantas, e se pudéssemos comer apenas 10% delas, já seriam 5 mil espécies de plantas nativas comestíveis, em todos os biomas.

A FAO cita em torno de 150 espécies no planeta que movimentam a economia global. Ingerimos de 10 a 20 plantas por dia, algumas delas em pequeníssimas porções, como condimento, tempero, ou em bebidas e etc.

A estimativa é que, ao longo do ano, a alimentação no Brasil seja constituída por não muito mais do que 100 espécies.

 

A comida move o mundo

“A comida move o mundo”, assegura o Prof. Valdely, “e o trabalho do agricultor, que tem a profissão mais importante do planeta, tem de ser cada vez mais valorizado, pois o alimento é coisa importante.”

A descoberta de novas fontes de alimentos nutritivos foi uma preocupação contínua do ser humano. Por tentativa e erro, e por observação, a partir da identificação das espécies benéficas ao nosso organismo e da descoberta da forma de cultivá-las, a humanidade desenvolveu a agricultura.

 

>> Confira também algumas receitas com PANC para preparar em casa <<

 

Antes, quando caçador/coletor, o Homem realmente vivia em função do alimento. Hoje temos toda uma cadeia de produtiva, de transporte e distribuição, temos cozinheiros, restaurantes, programas de culinária… mas, no passado, cada um produzia o seu alimento.

Saber o que comer e como comer é o legado mais importante que a espécie humana deixou para nós. É uma questão de sobrevivência essa transmissão oral do conhecimento e, como alerta Kinupp, “ela é literalmente, ou duplamente, oral – oral no sentido da linguagem falada, porque não existia a escrita, e oral da oralidade, da comensalidade, do fato de você colocar na boca, deglutir, digerir“.

 

Podemos mudar nossos hábitos alimentares?

Vamos à feira 52 vezes por ano, ao supermercado uma ou mais vezes na semana, e o que compramos? Sempre as mesmas velhas e conhecidas hortaliças, as mesmas frutas…

Não importa o motivo: comodismo, falta de ousadia nas receitas, falta de criatividade na cozinha, falta de coragem de experimentar o novo. O fato é que dificilmente compramos o que não conhecemos.

Hoje não produzimos mais os nossos alimentos, mas poderíamos introduzir hortas urbanas, utilizar terrenos baldios, plantar em canteiros centrais; ou voltar às origens, voltar a ocupar as fazendas familiares, os sítios e chácaras, buscar novas possibilidades. O que às vezes pode parecer um retrocesso, nada mais é do que inovação.

 

Os “analfabetos botânicos”: Você sabe o que pode ou não comer?

Você sabe o que nasce em árvore, no pé ou em trepadeira? Sabe quais são as plantas folhosas, floríferas, tuberosas, frutíferas? E qual a diferença entre plantas herbáceas, arbustivas, arbóreas?

A população brasileira é urbana em sua maioria, e se você, como grande parte dos que nasceram nas cidades, faz parte da sociedade urbanizada e urbanóide, analfabeta botânica, que não reconhece as plantas, que não sabe ler o verde que o cerca, como define o botânico, é hora de procurar informações e trazer novos ingredientes para a sua mesa de todos os dias.

 

Afinal, como saber o que é bom para o nosso organismo?

Azedinha, beldroega, bertalha, capuchinha, caruru, peixinho, ora-pro- nobis, serralha, taioba…e tantas outras. Você já experimentou?

Muitas delas nossas avós conheciam e usavam, agricultores conhecem e usam, em alguns países fazem parte da alimentação tradicional.

Mas, não sendo comuns entre nós, precisamos buscar fontes de informação. Por onde começar?
O livro Plantas Alimenticias Não Convencionais (PANC) No Brasil, uma co-autoria de Valdecy Kinupp e Harri Lorenzi, da Editora Plantarum (www.plantarum.com.br), detalha 351 espécies de PANC, com imagens ilustrativas, receitas e etc.

Outras fontes interessantes de consulta são o site da Embrapa, ou o do Instituto Kairós, em que encontramos a cartilha Guia Prático de PANC.

E isso é só o começo. Que tal aguçar a curiosidade e partir para novas descobertas, para uma
reeducação alimentar em que se inclua o novo, o saboroso, o exótico… e saudável com o uso das PANC?

 

Para saber mais, leia também o texto:
>> Conhecendo mais sobre PANCS <<




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