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Receitas com PANC, que brilham cada vez mais nas cozinhas de todo o país

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Receitas com PANC, que brilham cada vez mais nas cozinhas de todo o país


O caminho foi longo. Antes vistas como mato, como ervas daninhas, como plantas inúteis ou como partes descartáveis de alimentos, hoje as PANC começam a ser reconhecidas pelo seu verdadeiro valor como alimento nutritivo, graças ao trabalho de botânicos, pesquisadores, chefs de cozinha e outras pessoas dedicadas a pensar em formas mais saudáveis e sustentáveis de se alimentar, especialmente diante da escassez de alimentos que se prevê para o futuro.

Seja movidos pela vontade de experimentar novos ingredientes, pela compreensão dos valores nutritivos de alimentos antes desperdiçados, ou pela mera curiosidade em relação aos resultados, o fato é que as PANC passaram a despertar o interesse dos mais renomados chefs e agora figuram nos cardápios dos mais famosos restaurantes, brilhando em pratos criativos e saborosos, e atraindo a atenção de todos para alguns desses ingredientes antes tão ignorados.

Como nasceu o conceito de PANC e o que significa?

Criado em 2008 pelo biólogo Valdely Kinupp, um dos maiores conhecedores de plantas nativas brasileiras, e pela nutricionista Irany Arteche, o termo PANC” (Plantas Alimentícias Não Convencionais) surgiu somente depois que o Prof. Valdely apresentou sua tese de doutorado sobre o tema, em 2007, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

PANC passou então a ser o nome utilizado para denominar todas as plantas que têm uma ou mais partes ou porções que podem ser consumidas na alimentação humana, sendo elas exóticas, nativas, silvestres, espontâneas, ruderais ou cultivadas, incluindo-se no conceito aquelas espécies alimentícias que, embora convencionais, possuem partes que não são consumidas usualmente.

Assim, podemos entender que, além daquelas plantas que estão disponíveis, seja nas ruas, em hortas ou em qualquer lugar, mas que não estamos habituados a consumir, também há aquelas que fazem parte do nosso dia a dia, mas que consumimos não integralmente, ou não de forma costumeira.

A bananeira é um desses exemplos: a banana verde pode ser utilizada em forma de biomassa, própria para o preparo de pães, doces, sucos, etc, e o coração da bananeira, aquela parte roxa que se encontra no final do cacho de banana, pode ser utilizado no preparo de recheios de pastéis e conservas.

Outro exemplo é o chuchu, do qual consumimos o fruto, mas que tem raízes tuberosas e folhas/talos muito nutritivos que usualmente são descartados.

Enquadram-se também como PANC as plantas consumidas habitualmente em alguma determinada região do país ou do mundo, mas até desconhecidas em outros locais. Um dos objetivos da popularização das PANC é apresentar opções de plantas ou partes destas que possam ser consumidas, trazendo à tona espécies negligenciadas e subutilizadas.

 

>> Conhecendo mais sobre PANCS <<

 

Que tal caprichar em algumas receitas de PANC que utilizam essas hortaliças não convencionais?!

Salada Verde com PANC

 

As opções são muitas… escolhemos algumas, das mais simples às mais elaboradas, mas todas interessantes e apetitosas, para lhe ajudar a incluir as PANC em seu hábito alimentar. Bom apetite!

 

SUCO DE TALOS

Ingredientes

  • 2 xícaras (chá) de talos de hortaliças verdes picados (agrião e beldroega ou couve, ou de outras hortaliças verdes).
  • ½ xícara (chá) de suco de limão
  • 1 xícara (chá) de açúcar
  • 8 xícaras (chá) de água

 

Preparo

Lavar os talos e picar. Bater os talos com um pouco da água no liquidificador, até triturar bem. Coar o líquido batido em peneira fina. Diluir esse suco com o restante da água gelada e bater novamente com o açúcar e o caldo de limão. Servir logo após o preparo.

 

SALADA DE ORA-PRO-NOBIS OU BERTALHA

Ingredientes

  • Bertalha ou ora-pro-nobis
  • Azeite de oliva a gosto
  • Sal ou molho de soja a gosto
  • Vinagre ou limão a gosto
  • Temperos diversos

Preparo

O ora-pro-nobis deve passar por processo de branqueamento (choque térmico), que consiste numa ligeira fervura, seguida de imersão rápida em água gelada. Temperar a gosto.

 

SALADA VERDE COM FLOR DE CAPUCHINHA

Ingredientes

  • 1 molho de folhas de azedinha
  • 1 molho de folhas de beldroega
  • 1 molho de folhas de agrião
  • Flores inteiras de capuchinha
  • 1 xícara (chá) de tomate-cereja
  • Molho feito com suco de limão, azeite, orégano e sal

Preparo

Lavar as folhas, secar e montar a salada com elas. Decorar com tomates-cereja e flores de capuchinha. Servir com o molho de limão.

 

FAROFA DE TAIOBA

Ingredientes

  • 5 dentes de alho
  • 10 folhas de taioba
  • 2 colheres de manteiga
  • 2 ovos
  • Óleo para dourar o alho
  • Farinha de rosca

Preparo

Lave as folhas de taioba, retirando o cabo. Corte as folhas em tiras. Despeje um pouco de óleo em uma frigideira ou panela. Coloque o alho e deixe dourar. Acrescente a taioba fatiada, mexa bem e acrescente a manteiga. Ponha os ovos e misture até os ovos ficarem cozidos. Jogue farinha de rosca até ficar com a consistência desejada de farofa.

 

OMELETE VERDE

Ingredientes

  • 4 ovos
  • 1 colher (sopa ) de queijo fresco ralado
  • 1 colher (sopa ) de farinha de trigo
  • ½ xícara (chá) de folhas de beldroega, seralha, mosatarda e/ou bertalha picadas
  • ½ xícara (chá ) de salsa e cebolinha picadas
  • Sal e pimenta a gosto
  • Óleo para untar

Recheio:

  • 1 lata de sardinha
  • 1 xícara (chá) de tomate picado
  • ½ xícara (chá) de cebola picada
  • Salsa e cebolinha a gosto

Preparo

Coloque em uma tigela os ovos, o queijo, a farinha de trigo. Mexa bem e acrescente as folhas picadas, salsa e cebolinha, tempere a gosto com sal e pimenta. Unte uma frigideira com óleo, deixe aquecer e coloque metade da massa. Deixe dourar e vire. Coloque na metade da massa uma parte do recheio e dobre o omelete, em formato de meia lua. Deixe dourar e retire. Repita a operação.

 

CHARUTO COM TAIOBA

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de carne moída
  • 1 xícara (chá) de arroz cozido
  • 1 xícara (chá) de cenoura ralada
  • 1 xícara (chá) de cebola picada
  • 1colher (sopa) de óleo ou azeite
  • Tempero alho e sal
  • Salsa e cebolinha a gosto
  • 24 folhas novas de taioba

Preparo

Amasse todos os ingredientes em uma bacia, exceto a taioba, e enrole em formato de quibe. Lave bem as folhas de taioba, corte-as em tiras seguindo as linhas naturais. Envolva a massa com as tirinhas de taioba, formando os charutos e prenda com palitos Coloque os charutos organizados em uma panela. Coloque sobre os charutos o óleo ou azeite Cubra-os com água e leve para cozinhar, até reduzir o caldo. Coloque o cheiro verde e sirva.

 

FRANGO COM ORA-PRO-NOBIS

Ingredientes

  • 1 kg de frango em pedaços
  • 1 xícara (chá) de cebola picada
  • 1 xícara (chá) de tomate-cereja
  • 1 colher (sopa) de alho amassado
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • Sal, pimenta-do-reino e vinagre a gosto

Preparo

Temperar os pedaços de frango com vinagre, alho, sal e pimenta e deixar marinar por 20 minutos. Refogar o frango em óleo, com a cebola, até dourar. Acrescentar os tomates-cereja e por último as folhas de ora-pro-nobis picadas. Adicionar água suficiente para cozinhar o frango.

 

TAIOBA REFOGADA

Ingredientes

  • 3 maços de taioba previamente limpas e cortadas
  • 1 colher (chá) de alho amassado
  • 12 xícara (chá) de cebola picada
  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 12 xícara (chá) de tomate picado
  • 12 xícara (chá) de talo de aipo (salsão) cortado em cubinhos
  • 12 xícara (chá) de alho-poró cortado em rodelas finas
  • Sal a gosto

Preparo

Limpe bem as folhas da taioba e os talos. Corte as folhas como couve – pode-se também rasgá-las em pedaços pequenos. Corte os talos em pedacinhos. Refogue no azeite a cebola e o alho. Adicione o tomate, o aipo e o alho-poró, deixando murcharem bem. Logo em seguida, acrescente a taioba cortada, mexendo bem. Não acrescente água. Abafe e controle o cozimento, até ficar bem macia. Dicas: faça com carne moída ou costelinha ou frango, acompanhados com arroz branco.

 

SOPA DE LEGUMES COM BELDROEGA

Ingredientes

  • 1 molho de folhas de beldroega (sem os talos)
  • 2 xícaras (chá) de batatas picadas
  • 1 xícara (chá) de cebola picada
  • 1 colher (chá) de alho amassado
  • 1 xícara (chá) de tomates maduros picados sem pele e sementes
  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • Sal a gosto

Preparo

Coloque os legumes picados em uma panela e acrescente um litro de água. Junte o azeite, tempere com sal e leve ao fogo até ficarem bem cozidos. Prepare a beldroega e reserve. Reduza o conteúdo da panela a um purê, acerte o sal e leve novamente ao fogo para ferver. Junte as folhas de beldroega e deixe cozinhar. Sirva bem quente.

 

FOLHAS DE PEIXINHO EMPANADAS

Ingredientes

  • 1 maço de folhas de peixinho
  • ½ xícara (chá) de farinha de trigo
  • ½ xícara (chá) de água gelada
  • 1 colher (sopa) de amido de milho
  • ¼ de colher (chá) de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • Óleo para fritar

Preparo

Lave bem as folhas e deixe de molho por 30 minutos. Escorra a água, enxague novamente e enxugue as folhas, uma a uma. Numa tigela, misture todos os outros ingredientes. Envolva as folhas na massa. Frite em óleo quente até ficarem crocantes. Polvilhe com sal e sirva como aperitivo ou elemento decorativo de outros pratos.

 

BROWNIE COM BIOMASSA DE BANANA VERDE

Ingredientes

  • 60 ml de óleo
  • 200 g de biomassa de banana verde (veja abaixo como preparar a biomassa)
  • 4 ovos
  • 80 g de cacau em pó
  • 140 g de açúcar mascavo
  • 200 g de chocolate amargo derretido
  • 100 g de nozes picadas

Preparo

Bata todos os ingredientes na batedeira, exceto as nozes, até obter uma massa homogênea. Acrescente depois as nozes, misturando-as suavemente, sem bater. Despeje a massa em forma forrada com papel manteiga e untada com óleo e asse em forno pré-aquecido (180ºC) por cerca de 15 a 20 minutos. Desenforme depois de frio.

 

BIOMASSA DE BANANA

Feita a partir de vários tipos de bananas, a biomassa de banana verde serve de base para algumas receitas. Cada tipo de banana deixa a biomassa com uma característica específica. Experimente e escolha a que mais lhe apetece (ou todas!).

Como fazer

Cozinhe a banana verde por 20 minutos em panela de pressão ou 40 em panela comum, mantendo as pontas da banana fechadas para que não penetre água no interior. Após o cozimento, retire a casca e pique a banana cozida em pedaços menores, para processar no liquidificador Vá acrescentando água morna aos poucos, para auxiliar o processamento. Mas atenção: Não se pode reutilizar a água da fervura da banana! A água a ser acrescentada tem de ser limpa e potável. Acrescente a água morna até obter a consistência de sua preferência. Uma dica é bater um pouco, desligar o liquidificador, bater novamente e assim sucessivamente até obter uma consistência lisa e cremosa.

 

Fontes:

http://www.abcsem.com.br/docs/cartilha_hortalicas.pdf

https://portal.fiocruz.br/

portal.inpa.gov.br




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