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Rótulos: como extrair deles informações para compor uma alimentação equilibrada

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Rótulos: como extrair deles informações para compor uma alimentação equilibrada


Estar informado sobre o que consumimos é o primeiro passo para estabelecer uma alimentação e estilo de vida mais saudáveis. E para isto, é essencial ler os rótulos dos alimentos e entender as informações contidas neles.

A nutricionista, mestre em educação nas profissões de saúde e gerente de Assuntos Regulatórios da Cargill, Amanda Poldi, explica que os rótulos dos alimentos são compostos basicamente por dois grupos de informações: gerais e nutricionais. No grupo de informações gerais estão a apresentação do produto, os ingredientes na ordem decrescente de quantidade presentes no alimento, a quantidade / volume contida na embalagem, a validade, assim como informações sobre componentes alergênicos, quando aplicável.

No grupo de informações nutricionais encontra-se a tabela nutricional, que indica, entre outras coisas, a quantidade de calorias, de gorduras, de proteínas, de fibras alimentares e de sódio. “A tabela nutricional é uma importante ferramenta para orientar o consumidor sobre o que ele está consumindo para que sua alimentação seja equilibrada”, acredita Amanda.

A professora do curso técnico em Nutrição e Dietética do TECPUC, de Curitiba, Andressa Volpe, alerta para o fato dos rótulos não trazerem a informação sobre a quantidade de açúcar total e a descrição dos aditivos químicos presentes nos alimentos industrializados. “Muitas vezes estes ingredientes são declarados por números ou letras, de acordo com a legislação vigente, impedindo que o consumidor fique claramente informado a respeito “, diz a professora.

A dica, neste caso, é observar a quantidade de carboidrato do produto, já que esta informação sempre está declarada na tabela nutricional. De acordo com a professora, “muitas vezes os produtos não contêm açúcar, mas contém outros tipos de carboidratos que, invariavelmente, virarão açúcar na circulação sanguínea como a malto dextrina, dextrose, açúcar invertido”, explica.

Outra informação presente na tabela nutricional que deve chamar a atenção do consumidor é a quantidade de sódio presente nos alimentos. “O sódio é importante para o corpo, mas precisamos evitar o seu consumo excessivo”, diz Amanda.

A Organização Mundial da Saúde-OMS recomenda o consumo de até 2g de sódio por dia. Para se certificar de que o consumo não está exagerado, a dica para o consumidor é checar a %VD. Esta sigla significa Valor Diário e indica qual a quantidade de energia (calorias) e de nutrientes que o alimento apresenta em relação a uma dieta média de 2 mil calorias ao dia. Por exemplo, se um produto traz no seu rótulo a informação de que possui 90% do VD de sódio significa que só este produto já fornece quase o total da quantidade recomendada deste nutriente para um dia.

De acordo com Amanda, outro ponto de atenção é em relação a gorduras trans. Segundo a OMS, o consumo desta gordura produzida industrialmente não é recomendado e não deve ultrapassar 1% do total de calorias ingeridas diariamente por uma pessoa. Quanto mais baixo o consumo, melhor. Por isso, é importante verificar nos rótulos dos produtos a quantidade de gorduras trans no espaço reservado para a informação nutricional e, ainda, verificar a presença de ingredientes que contenham gorduras trans, como as gorduras vegetais, quando estas foram parcialmente hidrogenadas, por exemplo. Isto porque um produto poderá conter quantidades não significativas de gorduras trans na porção (até 0,2 gramas por porção), que segundo a legislação é pequena o suficiente para não ser declarada na porção, mas existe no produto. Na dúvida, consulte o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa fabricante do alimento.

Entenda a Tabela Nutricional:

Porção: é a quantidade média do alimento que deve ser usualmente consumida por pessoas sadias a cada vez que o alimento é consumido, promovendo a alimentação saudável.

%VD – percentual de Valores Diários: é um número em percentual que indica o quanto o produto em questão apresenta de energia e nutrientes em relação a uma dieta 2000 calorias.

Valor Energético: é a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais. Na rotulagem nutricional, o valor energético é expresso em forma de quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ). Obs: Quilojoules (kJ) é outra forma de medir o valor energético dos alimentos, sendo que 1 kcal equivale a 4,2 kJ.

Carboidratos: são os componentes dos alimentos cuja principal função é fornecer a energia para as células do corpo, principalmente do cérebro. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos (como batata, mandioca e inhame) e doces em geral.

Proteínas: são componentes dos alimentos necessários para construção e manutenção dos nossos órgãos, tecidos e células. Encontramos nas carnes, ovos, leites e derivados, e nas leguminosas (feijões, soja e ervilha).

Gorduras Totais: as gorduras são as principais fontes de energia do corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. As gorduras totais referem-se à soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, tanto de origem animal quanto de origem vegetal.

Gorduras Saturadas: tipo de gordura presente em alimentos de origem animal. São exemplos: carnes, toucinho, pele de frango, queijos, leite integral, manteiga, requeijão, iogurte. O consumo desse tipo de gordura deve ser moderado porque, quando consumido em grandes quantidades, pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças do coração. Alto %VD significa que o alimento apresenta grande quantidade de gordura saturada em relação à necessidade diária de uma dieta de 2000 Kcal.

Gorduras Trans: o consumo deve ser muito reduzido, considerando que o nosso organismo não necessita desse tipo de gordura industrial e ainda porque, quando consumido em grandes quantidades, pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças do coração. Não se deve consumir mais que 2 gramas de gordura trans por dia.

Fibra Alimentar: está presente em diversos tipos de alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino. Procure consumir alimentos com alto %VD de fibras alimentares.

Sódio: está presente no sal de cozinha e alimentos industrializados (salgadinhos de pacote, molhos prontos, embutidos, produtos enlatados com salmoura) devendo ser consumido com moderação uma vez que o seu consumo excessivo pode levar ao aumento da pressão arterial. Evite os alimentos que possuem alto %VD em sódio.

Alimentos DIET: são os alimentos especialmente formulados para grupos da população que apresentam condições fisiológicas específicas. Como, por exemplo, geléia para dietas com restrição de açúcar. São feitas modificações no conteúdo de nutrientes, adequado-os a dietas de indivíduos que pertençam a esses grupos da população. Apresentam na sua composição quantidades insignificantes ou são totalmente isentos de algum nutriente.

Alimentos LIGHT: são aqueles que apresentam a quantidade de algum nutriente ou valor energético reduzida quando comparado a um alimento convencional. São definidos na legislação os teores de cada nutriente e ou valor energético para que o alimento seja considerado light. Por exemplo, iogurte com redução de 30% de gordura é considerado light.

 

Para mais informações, acesse o Manual de Orientação aos Consumidores, da ANVISA.

 




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