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O desafio da alimentação mundial

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O desafio da alimentação mundial


Como alimentar o mundo?

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima que, até 2050, a população mundial deve chegar a 9 bilhões de pessoas. Neste cenário, a demanda por alimentos será urgente. A boa notícia é que driblar os desafios de produção nesta escala é possível, mas depende de um trabalho de planejamento e cooperação entre governos – algo a ser colocado em prática desde já.

Produção de alimentos no mundo

Enquanto a data não chega, dados da FAO revelam que será necessário produzir 70% a mais de alimentos do que se tem hoje, e a contribuição do Brasil deverá aumentar em 40%.

“Entretanto, apenas esse aumento não é suficiente para garantir a segurança alimentar. Ele deve vir complementado por políticas para melhorar o combate à pobreza, especialmente nas áreas rurais, além de programas eficazes em uma rede que envolva diferentes atores da cadeia alimentar”, pondera Marília Regini Nutti, Engenheira de Alimentos e pesquisadora da Embrapa.

Impacto ambiental

Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil, alerta também para os riscos de seguir produzindo sem levar em conta a questão ambiental:

“Esse aumento tem que ser na produtividade, nos rendimentos agrícolas e deve ainda encontrar outras formas, como é o caso da aquicultura. Diversificação é a chave. Devemos aumentar a produtividade sem derrubar mais florestas nem depender do uso de novas terras para garantir um crescimento sustentável”, explica.

Por isso, já é preciso e possível dar início a “investimentos em pesquisas, extensão agrícola e assistência técnica. Aumentar o orçamento para a agricultura também é um dos caminhos. E é importante verificar formas de reduzir o impacto de gargalos como logística e mudanças climáticas“, analisa Bojanic.

 

Nessa caminhada, o Brasil terá um papel fundamental para as questões de abastecimento e combate à fome. Bojanic explica que a FAO tem como meta principal estimular a cooperação do país com outros mais carentes.

“Podemos facilitar o esquema de assistência técnica, mostrar experiências bem sucedidas para estimular boas práticas, compartilhar o trabalho de profissionais técnicos brasileiros, entre outras muitas iniciativas para reduzir a fome em países pobres, contribuindo para um futuro com maior segurança alimentar“, esclarece.

Os dados levantados pelo FAO mostram que o Brasil tirou, nos últimos anos, cerca de 28 milhões de pessoas da pobreza por meio da geração de empregos, de políticas de transferência de renda e do fortalecimento da agricultura familiar.

Aprender com essas soluções e ampliá-las para práticas em grande escala podem ser um início positivo no planejamento e preparo para garantir que, até 2050, o Brasil seja capaz de superar os desafios da própria segurança alimentar, além de estar apto a contribuir com países onde a miséria e a fome ainda são marcantes, especialmente no eixo Sul do globo.

Um dos caminhos são os programas sociais, como os temas escolhidos para o Dia Mundial da Alimentação, que proporcionam as pessoas a oportunidade de combater a fome, especialmente em zonas rurais.




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